quarta-feira, 6 de junho de 2012

DIA NACIONAL DO TESTE DO PEZINHO.


O Teste do Pezinho é fundamental para diagnosticar precocemente doenças complexas e passíveis de tratamento. Este exame completa 10 anos de existência e desde a sua criação tem realizado o diagnóstico de até quatro doenças, dependendo do estado brasileiro.
Neste dia 6 de junho, Dia Nacional do Teste do Pezinho, o Senado Federal reune especialistas e representantes do Ministério da Saúde em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos para avaliar o atual Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) e propor a inclusão de novas doenças.
A SBEM-SP (Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) é favorável à inclusão de novas doenças, em especial, da hiperplasia adrenal congênita, moléstia que faz parte apenas da triagem neonatal da rede privada.
“Existe um consenso em todo o mundo de que a triagem para a Hiperplasia Adrenal Congênita deva ser incluída nos programas públicos de triagem, já fazendo parte do programa dos Estados Unidos e de vários países da Europa. A inclusão desta e de demais doenças no processo de triagem neonatal representaria uma importante ação na promoção de saúde pediátrica da população, causando impacto na redução da mortalidade infantil”, defende Tania Bachega, médica endocrinologista da SBEM-SP.
Sobre a Hiperplasia Adrenal Congênita
A Hiperplasia causa a diminuição da produção de um hormônio essencial à vida, o  cortisol ou cortisona, naturalmente produzido pelas glândulas adrenais. Os recém-nascidos com esta doença apresentam uma grave desidratação nas primeiras semanas de vida e sem tratamento específico a maioria deles evolui para choque e óbito. Para os que sobrevivem à crise, é frequente a ocorrência de déficits intelectuais, alterações neurológicas e, em casos extremos, até a paralisia cerebral. Junto com a falta da produção de cortisona, existe um desequilíbrio na produção de testosterona, o que resulta em malformações da genitália externa em recém-nascidos do sexo feminino. Esta malformação, que é passível de cirurgia corretiva e de vida normal, pode causar erros de identificação de sexo civil ao nascimento, cujo trauma psicológico para as pacientes e familiares é imensurável.
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