quinta-feira, 24 de julho de 2014

PESSOA COM DEFICIÊNCIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NA HISTORICIDADE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.


Por Thays Eduarda

As pessoas com deficiências não eram vistas a penas como ‘’deficientes’’, mas como um fardo aos grupos ou tribos. Seres incapazes de produzir ou mesmo de se manter e, portanto, inúteis para a comunidade.
       Fatalmente em pleno século XXI ainda se percebe reptícios deste pensamento altamente preconceituoso.  Embora seja cada vez maior a discussão sobre temas relacionados à acessibilidade, direitos básicos como ir e vir, à inclusão no mercado de trabalho, no ambiente escolar e acadêmico entre outros, sabemos que muitas pessoas com deficiência continuam sofrendo com o desrespeito e com o desinteresse de parte da sociedade.

Ainda existem exemplos de discriminação e/ou maus-tratos, mas o amadurecimento das civilizações e o avanço dos temas ligados à cidadania e aos direitos humanos provocaram, sem dúvida, um novo olhar em relação às pessoas com deficiência. (SILVA, 1986 pág. 128.)

       A luta pelo fim da discriminação precisa ser permanente e integrada. As políticas de cotas para deficientes, por exemplo, colaboram para que se tenham acesso à educação e emprego e também para que passem a ser vistos em ambientes onde talvez não estivessem se não fossem estas políticas inclusivas.
      Já os casos de maus-tratos não podem ser tolerados e precisam ser exemplarmente punidos. A discriminação, contudo, parece também estar relacionada ao fato de o deficiente depender de auxílio em situações para eles comuns, tais como se locomover através de uma cadeira de rodas num grande centro urbano. Só que é preciso considerar que a verdadeira deficiência está no Estado - por vezes ainda incapaz de, como dito noutro momento, assegurar um direito tão básico quanto o de ir e vir – e não no cidadão que por motivo qualquer possui alguma limitação.

     Mas cabe aqui perguntar: Há, pois, algum entre nós que não possua qualquer limitação, seja física, intelectual, emocional ou de outra ordem? Acredito que não! Desta forma o preconceito tende a diminuir na medida em que políticas inclusivas são adotadas e que as pessoas passem a compreender que, de uma forma ou de outra, cada ser humano possui suas singularidades que podem incluir variações físicas ou mentais, mas que são as pluralidades que realmente importam; as quais nos conduziram, ao longo do tempo, a viver em sociedade.

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