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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Percentual em concurso não basta: ação quer regulamentação real para pessoas com deficiência no serviço público

Percentual em concurso não basta: ação quer regulamentação real para pessoas com deficiência no serviço público

A Constituição brasileira diz que a lei deve reservar um percentual dos cargos e empregos públicos para pessoas com deficiência. Também diz que essa mesma lei deve definir os critérios de admissão. Parece simples. Mas, na prática, essa promessa nunca foi plenamente cumprida.

Hoje, o que existe de forma mais clara é uma regra voltada para os concursos públicos: a legislação prevê a reserva de, no mínimo, 5% das vagas nos concursos para pessoas com deficiência. Além disso, há avanços importantes em acessibilidade, adaptações razoáveis e recursos de tecnologia assistiva para que o candidato possa participar das provas em condições de igualdade.

O problema é que reservar vagas no concurso não é a mesma coisa que garantir presença real de pessoas com deficiência no serviço público.

Em outras palavras: uma coisa é abrir a porta de entrada. Outra, bem diferente, é assegurar que pessoas com deficiência estejam efetivamente representadas nos quadros da administração pública.

Essa diferença parece técnica, mas afeta a vida concreta de milhares de pessoas.

Quando a política pública fica concentrada apenas na fase do concurso, a inclusão avança devagar demais. Isso acontece porque o serviço público tem baixa rotatividade, muitos cargos demoram a ser abertos em novos editais e, em várias situações, a forma como os concursos são organizados reduz o efeito prático das cotas. Resultado: o país até pode dizer que há reserva de vagas em editais, mas isso não significa, automaticamente, que haja representatividade real dentro do Estado.

Esse debate ganha ainda mais peso quando se olha para a realidade brasileira. Segundo o IBGE, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência. Não se trata de um grupo pequeno ou excepcional. Estamos falando de uma parte expressiva da população, que deveria estar visível também no serviço público, inclusive em cargos qualificados, espaços de liderança e funções estratégicas.

Foi justamente diante dessa lacuna que foi protocolado no STF o Mandado de Injunção nº 0167849-97.2026.1.00.0000 / MI-7527.

De forma simples, o mandado de injunção é uma ação usada quando a Constituição garante um direito, mas esse direito não pode ser plenamente exercido porque falta a regulamentação necessária. Ou seja: a Constituição prometeu, mas a lei não completou o caminho.

Neste caso, o objetivo da ação é chamar atenção para uma omissão importante: o Brasil avançou na regulamentação do acesso de pessoas com deficiência aos concursos, mas ainda não resolveu adequadamente a parte da Constituição que fala em reserva de percentual dos cargos e empregos públicos.

Essa discussão é importante porque muda o foco do debate.

Em vez de perguntar apenas “há cota no concurso?”, a pergunta passa a ser: o Estado brasileiro está realmente incluindo pessoas com deficiência em seus quadros?

Se a resposta for negativa, então não basta repetir que existe previsão no edital. É preciso discutir um modelo mais eficaz, capaz de transformar a promessa constitucional em presença concreta e visível.

A ação também ajuda a combater uma visão limitada sobre inclusão. Pessoa com deficiência não pode aparecer no serviço público apenas como exceção, tolerância ou número simbólico. Inclusão de verdade significa participação, pertencimento e presença institucional. Significa que o Estado precisa refletir melhor a diversidade da própria sociedade que administra.

No fundo, a discussão vai além do concurso. Ela fala sobre democracia, igualdade e cidadania.

Porque uma administração pública inclusiva não é favor. É dever constitucional.

E quando esse dever não é cumprido por falta de regulamentação adequada, recorrer ao Judiciário pode ser uma forma legítima de exigir que a Constituição saia do papel.

Fonte https://diariopcd.com.br/percentual-em-concurso-nao-basta-acao-quer-regulamentacao-real-para-pessoas-com-deficiencia-no-servico-publico/

Postado Pôr Antônio Brito

Denúncias apontam cobrança irregular em programa “Gás do Povo” em cidades do Pajeú

 

13/04/2026 em Regionais

Leitores do Blog do Cauê Rodrigues e beneficiários de programas sociais estão denunciando a cobrança de taxas extras por parte de distribuidoras de gás em cidades como Flores e Afogados da Ingazeira. Segundo os relatos, os valores cobrados variam entre R$ 10 e R$ 30 por botijão.

O caso envolve o programa “Gás do Povo”, iniciativa do Governo Federal que garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda. O benefício substituiu o antigo Auxílio Gás, deixando de ser pago em dinheiro e passando a funcionar por meio de um vale-recarga eletrônico.

De acordo com o governo, a cobrança de qualquer valor adicional é considerada irregular. No entanto, alguns distribuidores justificam a prática alegando que o repasse de aproximadamente R$ 90 por botijão não cobre o custo real do produto, que, segundo eles, chega a cerca de R$ 100 para os revendedores. Em Flores o valor repassado do Governo Federal aos distribuidores é de apenas R$ 83,00 (oitenta e três reais)

O programa é destinado a famílias inscritas no CadÚnico que atendam critérios como renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, prioridade para beneficiários do Bolsa Família e residências com duas ou mais pessoas. Famílias unipessoais não estão incluídas. Além disso, o cadastro precisa estar atualizado há pelo menos 24 meses, e a quantidade de recargas varia conforme o tamanho da família.

Diante das denúncias, é importante destacar que as prefeituras municipais e as secretarias de assistência social não têm qualquer envolvimento com a execução do programa. A iniciativa é de responsabilidade do Governo Federal, com operação direta junto às distribuidoras de gás.

Os relatos reforçam a necessidade de fiscalização por parte dos órgãos competentes, para garantir que o benefício chegue de forma integral às famílias que mais precisam, sem cobranças indevidas.

https://www.cidadefmtabira.com.br/noticia/132423/denuncias-apontam-cobranca-irregular-em-programa-gas-do-povo-em-cidades-do-pajeu

domingo, 12 de abril de 2026

Carlos Veras reafirma liderança no comando do palanque de João Campos em Tabira


O Deputado Carlos Veras destacou que o êxito do evento político realizado nesta sexta-feira (10), em Tabira, selou o seu protagonismo como o principal articulador da pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco na localidade, tendo como pré-candidato a vice, Carlos Costa (Republicanos).

“A mobilização na Terra das Tradições ratifica o comando do parlamentar sobre o palanque da Federação Brasil da Esperança, tanto em nível local quanto regional”, diz em nota.

Veras abriu as portas de sua residência, no Sítio Poço Dantas, para recepcionar o socialista e sua comitiva. O encontro reuniu mais de 300 pessoas, incluindo lideranças políticas e populares do Sertão do Pajeú.

Marcaram presença os prefeitos Maycon da Farmácia (Solidão); Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira); Luciano Torres (Ingazeira); e Márcia Conrado (Serra Talhada); além da presidenta da Câmara de Vereadores, Socorro Veras, e dos vereadores Kleber Paulino, Didi de Heleno e Dicinha do Calçamento, entre outras lideranças.

“Aqui está o palanque de João Campos e de seu pré-candidato à vice-governador Carlos Costa, que reúne as forças políticas e populares de Tabira e de toda a região, onde também está o presidente Lula e os nossos pré-candidatos ao Senado, Humberto Costa e Marília Arraes, e todo o nosso time vitorioso”, afirmou. Para o anfitrião, o ato foi o pontapé inicial de uma jornada que visa conectar as demandas do povo ao plano estadual e nacional.

Na ocasião, o socialista agradeceu a Veras pela recepção e apoio. “Como dirigentes partidários, nossa união cresceu. Veras conduz a presidência do PT com maestria e muita capacidade de dialogar. Estamos animados com o que vem pela frente”.

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Dinca, Nicinha e oposição de Tabira tem encontro com João Campos em Afogados

 

O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino, mais a esposa Nicinha Melo, ex-prefeita, tiveram encontro com o pré-candidato a governador João Campos. Eles estiveram na Rádio Pajeú, onde Campos concedeu entrevista esta manhã.

Dinca e Nicinha estiveram acompanhados do  ex-prefeito Rosalvo Sampaio, o Mano, da vereadora Maria Helena da Saúde, do candidato a Estadual Diogo Moraes e de Jobson Almeida, também pré-candidato a estadual.

Em um outro registro, a vereadora Nelly Sampaio, Mano, Jobson Almeida e Maria Helena da Saúde fazem registro com o socialista.

Ontem, Carlos Veras, adversário do grupo e presidente estadual do PT, recebeu o candidato em seu sítio. A divisão se deu porque o prefeito Flávio Marques decidu seguir a governadora Raquel Lyra. Assim, Carlos e oposição apoiam João, com Flávio optando pela governadora.

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Coluna do Domingão


João Campos antecipa motes contra Raquel na entrevista da Pajeú

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco,  João Campos (PSB), deu o tom do argumento que usará contra a governadora Raquel Lyra e seu palanque nas eleições deste ano.

Na entrevista à Rádio Pajeú,  respondeu a alguns temas que dominarão o debate eleitoral.

João afirmou ter convicção na presença do presidente Lula em seu palanque.

“Tenho muita tranquilidade porque nossa eleição é pautada para eleição. Quando virei presidente nacional do PSB, fiz questão dedeclarar apoio a Lula. Independente de cargo, espaço”. Campos afirmou que o presidente tem “posição, coerência e lado”.

E seguiu. “Tenho certeza que estará ao nosso lado, no nosso palanque no tempo oportuno. Há clareza e compreensão na leitura dele sobre isso. O ambiente é o melhor possível”, concluiu.

Um calo evidente que irá perseguí-lo na campanha é o período Paulo Câmara,  responsável por interromper o ciclo socialista em Pernambuco dada sua rejeição. João Campos usou o argumento de que é preciso “olhar pro futuro”, acrescentando: “eu vou mostrar tudo que dá pra fazer,  tudo que Pernambuco não tá fazendo. O que os nossos vizinhos estão fazendo e Pernambuco não está fazendo. O que nossa capital está fazendo. E contar a história de forma verdadeira,  tudo o que foi feito de conquistas”, citando por exemplo o avanço da educação técnica no Estado e outras ações na Saúde.

“O Estado não fez nada na Educação Técnica. Não tem uma UPA construída. Não tem um hospital de grande porte construído. Não tem nenhuma grande emergência construída no Sertão de Pernambuco, nenhum Centro para tratamento oncológico,  nenhuma hemodiálise nova como deveria ter aqui em Afogados”.

E lembrou da participação de Raquel em gestões socialistas e de seu ciclo no PSB. “Tem que ser lembrado que em oito anos desse período o pai da governadora (João Lyra Neto (foi vice-governador de Pernambuco.  Ela foi Procuradora,  Secretária,  então ela participou de tudo isso, votou , apoiou, teve presente. Foi filiada no partido. E concluiu em tom irônico: “acho que muita gente não lembra disso, mas certamente ela lembra”.

Outra estratégia será evidenciar seu ciclo a frente da Prefeitura do Recife e usar o mote de que, o que deu certo em Recife pode ser potencializado para Pernambuco. “Se como prefeito eu consegui imagina como governador?” – perguntou. Um dos dados apresentados é o de que a gestão do Recife focou na expansão da rede de educação infantil, superando a meta de dobrar o número de vagas, saltando de 6.439 em 2020 para mais de 19 mil em 2026.

Está óbvio, o embate no Estado vai ser também uma interessante guerra de narrativas entre Raquel e João,  com direito a réplicas e treplicas. Com duas figuras nacionais nesse confronto,  o Brasil vai parar para assistir Pernambuco.

Contragolpe

As críticas de João Campos à situação de rodovias em Pernambuco foi respondida pela governadora Raquel Lyra em Taquaritinga do Norte, que fez um post em sua rede social. “Tem gente que vai pegar aquela estrada que a gente ainda não fez, mas teve a oportunidade de fazer por muitos anos e não fez”, disse.

Como aferir a força 

Com a salada em Tabira,  já que Carlos Veras, o adversário Dinca Brandino e a esposa Nicinha, mais vereadores da oposição votam em João Campos,  Flávio Marques e parte do grupo em Raquel, o único termômetro confiável de força será a votação proporcional. Dinca vota em Diogo Moraes e Lucas Ramos. Flávio Marques e seu grupo em Bruno Marques e Carlos Veras. E os vereadores da oposição em Jobson Almeida e Gabriel Porto.

Padrinhos

O Deputado Estadual Diogo Moraes disse em nota que,  juntamente com Anchieta Patriota,  ex-prefeito de Carnaíba e liderança socialista, levou Dinca e Nicinha para o palanque de João Campos. Anchieta, por exemplo, segue sem engolir a divisão do PT de Tabira entre aliados de Campos e raquelistas. “Palanque de João em Tabira é Dinca!” – chegou a dizer.

Se todos fossem iguais a você 

O prefeito de Salgueiro,  Fabinho Lisandro (PSD), determinou desde 2025  que só vai libera novos loteamentos 100% saneados e com, no mínimo, 50% de pavimentação. Agora, com o dinheiro da concessão da Compesa, busca corrigir o déficit de saneamento em sua cidade. E cutucou o ciclo socialista de Marcones Libório. “Por omissão da gestão do PSB, autorizaram loteamentos sem nenhum percentual em saneamento”, disse o prefeito.

Fim da espera

O futuro pré-candidato à Câmara,  Danilo Simões (PSD) é o convidado do Debate das Dez da próxima quarta-feira na Rádio Pajeú. Danilo detalha sua decisão e comenta o convite da Governadora Raquel Lyra para a disputa, que muda o tabuleiro das candidaturas em Afogados e parte do Pajeú.

Sonho distante 

O ex-vice-prefeito de Serra Talhada,  Márcio Oliveira,  disse em coletiva que ainda sonha com a possibilidade de ser prefeito da Capital do Xaxado. Márcio,  um quadro decente e inatacável, tem o direito de sonhar.  Mas a impressão é de que a fila andou, o cavalo, que já não havia passado selado,  também…

Consequências

Ainda na Capital do Xaxado, são dadas como certas as últimas saídas da gestão Márcia Conrado de cargos comissionados ligados a Sebastião Oliveira,  depois da oficialização do racha por conta do apoio de Márcia ao marido, Breno Araújo. Na lista, Erivânia Melo, Secretária Executiva de Governo e esposa do vice-prefeito Faeca Melo,  e Allan Pereira,  Secretário de Governo.

Convenceu?

A declaração de João Campos sobre o episódio envolvendo o presidente da Emlurb,  Daniel Saboya, que sugeriu “quebrar o sigilo bancário” do profissional Igor Maciel,  da Rádio Jornal,  foi a mais questionada nas redes sociais por aliados da governadora.  João sugeriu que a fala foi uma referência ao que chamou de “Gabinetes do Ódio” de Raquel.

Espera

A Semana Santa passou, mas o calvário de Miguel Coelho para ser candidato ao Senado continua. Essa semana,  perguntada sobre o fim ou não da indefinição,  Lyra disse: “Nós vamos ter um tempo para anunciar palanque. Mas já estamos juntos, trabalhando e isso é o mais importante”.

Prego batido…

A Coluna apurou que está definido o apoio do prefeito de Iguaracy,  Pedro Alves, do PSD, ao atual Deputado Estadual Luciano Duque, do Podemos. Fontes ligadas ao prefeito e ao parlamentar cravaram a informação. Falta só o anúncio oficial.

Aposta

Um dos mais animados com a agenda de João Campos em Afogados foi o prefeito Sandrinho Palmeira. Para aliados próximos,  a melhora da percepção de seu governo somada à eleição de João o colocam em uma condição de vantagem no debate eleitoral de 2028, minimizando o risco de fissuras e racha, além de fortalecer seu poder de indicação do sucessor.

 

Frase da semana:

Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”. 

Do presidente Lula,  sobre sua origem pernambucana,  brincando com os arroubos de Donald Trump. Depois, disse que “quer a paz”.

nilljunior.com.br

sábado, 11 de abril de 2026

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

 Escola é condenada a indenizar mãe de criança autista por falhas no acompanhamento escolar, que causaram prejuízos emocionais, regressão comportamental e lesões físicas ao aluno.

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

A notícia saiu publicada no site Migalhas.com.br. A 10ª Câmara Cível do TJ/MG majorou o montante indenizatório que uma instituição de ensino deverá pagar à mãe de um menino diagnosticado com autismo com grau de suporte moderado.

O acompanhamento oferecido pela escola foi considerado insatisfatório, resultando em prejuízos de ordem emocional, retrocesso comportamental e lesões físicas ao estudante.

Os magistrados enfatizaram a relevância da LBI, que estabelece “o dever da comunidade escolar de assegurar o recebimento de educação de qualidade”.

Em primeira instância, a comarca de Belo Horizonte/MG havia fixado a indenização por danos morais em R$ 10 mil, valor que foi majorado para R$ 15 mil por decisão dos desembargadores.

A demanda judicial foi motivada pela percepção da mãe quanto à deterioração do comportamento do filho. Segundo seu relato, o menor, que inicialmente apresentava dificuldades na fala, havia desenvolvido a comunicação após tratamento multidisciplinar.

Contudo, ao ingressar na escola, passou a relatar xingamentos frequentes, o que resultou em dificuldades de socialização e regressão na capacidade comunicativa.

Conforme consta no processo, o acompanhamento escolar era inadequado e, quando disponibilizado, o aluno era mantido isolado dos demais colegas.

Em um dos episódios narrados, a mãe constatou a presença de arranhões no braço e ferimento na boca do filho ao buscá-lo na escola.

A instituição justificou o ocorrido alegando que o aluno teria sido atingido durante o transporte de um computador por um funcionário.

A psicóloga que acompanha a criança atestou que o comportamento e a socialização apresentaram melhora significativa após a mudança de escola.

A instituição de ensino, em sua defesa, alegou que oferecia acompanhamento adequado à realidade do aluno e que os ferimentos decorreram de intercorrências acidentais no ambiente escolar.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d17713f7-1a8e-4a9f-a785-67beb8fddc6e
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Coluna Diária: Trajando Direitos - O PESO DO PRATO: Por que o sistema de impostos brasileiro é de "cabeça para baixo"?

 

Entenda como a forma que o Brasil cobra impostos aprofunda a desigualdade e por que "trajar" esse conhecimento é a única forma de exigir uma reforma que alivie o bolso de quem ganha menos. Você já sentiu que o seu salário some antes mesmo de o mês acabar, mas não entende para onde o dinheiro vai? No Brasil, o imposto não está apenas na folha de pagamento; ele está "escondido" no sabonete, no arroz e na conta de luz. No Trajando Cidadania de hoje, vamos desmascarar a Regressividade Tributária.

1. Imposto Direto vs. Imposto Indireto

  • Direto: É aquele que você vê (como o Imposto de Renda). Quem ganha mais, paga mais. É o que chamamos de imposto progressivo.

  • Indireto: É o "vilão invisível". Ele está embutido no preço dos produtos (ICMS, IPI, PIS/COFINS). Quando um bilionário e um trabalhador compram um quilo de café, ambos pagam exatamente o mesmo valor de imposto.

O Problema: Para o bilionário, esse imposto não faz diferença. Para o trabalhador, ele representa uma fatia enorme da sua renda mensal. Isso é a Regressividade.

2. O Princípio da Seletividade

A Constituição Federal diz que os impostos devem ser seletivos em função da essencialidade.

  • Na teoria: O leite deveria ter quase zero de imposto, enquanto um perfume de luxo deveria ter um imposto altíssimo.

  • Na prática: Muitas vezes, o sistema brasileiro distorce isso, cobrando taxas pesadas sobre serviços essenciais como energia elétrica e telecomunicações, que são fundamentais para a cidadania moderna.

3. A Reforma Tributária e o "Cashback" do Povo

O grande debate de 2026 é como simplificar tudo isso. Uma das propostas mais inovadoras é o Cashback de Imposto: a ideia de devolver para as famílias de baixa renda o imposto pago na cesta básica de forma automática. É o Direito Tributário tentando, finalmente, se tornar um instrumento de justiça, e não apenas de arrecadação.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender de impostos é Trajar Direitos porque o sistema tributário é a espinha dorsal da democracia. Sem dinheiro, não há hospital, escola ou segurança.

Trajar esse direito é parar de olhar para o imposto como um castigo e começar a olhá-lo como um investimento do qual você é o sócio principal. Quando você entende como a carga tributária é dividida, você ganha voz para cobrar que o sistema seja mais justo: cobrando mais de quem tem muito e aliviando o consumo de quem precisa do básico para sobreviver. Cidadania é saber quanto você paga para poder exigir o serviço de volta.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Nova praça em Tabira homenageia José Patriota


A Prefeitura de Tabira promove, nesta sexta-feira (10), mais uma edição do “Sextou com Inauguração”, com a entrega de um importante espaço de lazer para a população. A programação acontece a partir das 19h, na Praça Deputado José Patriota, no Bairro das Missões.

A nova praça homenageia o tabirense e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, deputado José Patriota, reconhecido por sua trajetória pública e contribuição para o desenvolvimento da região.

O espaço foi construído com investimento de R$ 179.285,35, oriundos de recursos próprios do município, reforçando o compromisso da gestão com a valorização dos espaços públicos e a qualidade de vida da população. O projeto contempla estrutura moderna com área de convivência, pista de cooper, iluminação, playground e academia ao ar livre, proporcionando mais lazer, saúde e bem-estar para os moradores.

Durante a programação, também será realizada a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação da Rua José Bezerra Sobrinho, no Bairro Edite Rocha Maciel. A obra, que também será executada com recursos próprios, representa mais um avanço na infraestrutura urbana, garantindo melhores condições de mobilidade e o fim de problemas como poeira e lama.

Para celebrar o momento, a noite contará ainda com show do vaqueiro Pelezão, levando muito forró e animação para o público presente.

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