Entenda como a forma que o Brasil cobra impostos aprofunda a desigualdade e por que "trajar" esse conhecimento é a única forma de exigir uma reforma que alivie o bolso de quem ganha menos. Você já sentiu que o seu salário some antes mesmo de o mês acabar, mas não entende para onde o dinheiro vai? No Brasil, o imposto não está apenas na folha de pagamento; ele está "escondido" no sabonete, no arroz e na conta de luz. No Trajando Cidadania de hoje, vamos desmascarar a Regressividade Tributária.
1. Imposto Direto vs. Imposto Indireto
Direto: É aquele que você vê (como o Imposto de Renda). Quem ganha mais, paga mais. É o que chamamos de imposto progressivo.
Indireto: É o "vilão invisível". Ele está embutido no preço dos produtos (ICMS, IPI, PIS/COFINS). Quando um bilionário e um trabalhador compram um quilo de café, ambos pagam exatamente o mesmo valor de imposto.
O Problema: Para o bilionário, esse imposto não faz diferença. Para o trabalhador, ele representa uma fatia enorme da sua renda mensal. Isso é a Regressividade.
2. O Princípio da Seletividade
A Constituição Federal diz que os impostos devem ser seletivos em função da essencialidade.
Na teoria: O leite deveria ter quase zero de imposto, enquanto um perfume de luxo deveria ter um imposto altíssimo.
Na prática: Muitas vezes, o sistema brasileiro distorce isso, cobrando taxas pesadas sobre serviços essenciais como energia elétrica e telecomunicações, que são fundamentais para a cidadania moderna.
3. A Reforma Tributária e o "Cashback" do Povo
O grande debate de 2026 é como simplificar tudo isso. Uma das propostas mais inovadoras é o Cashback de Imposto: a ideia de devolver para as famílias de baixa renda o imposto pago na cesta básica de forma automática. É o Direito Tributário tentando, finalmente, se tornar um instrumento de justiça, e não apenas de arrecadação.
🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?
Dizemos que entender de impostos é Trajar Direitos porque o sistema tributário é a espinha dorsal da democracia. Sem dinheiro, não há hospital, escola ou segurança.
Trajar esse direito é parar de olhar para o imposto como um castigo e começar a olhá-lo como um investimento do qual você é o sócio principal. Quando você entende como a carga tributária é dividida, você ganha voz para cobrar que o sistema seja mais justo: cobrando mais de quem tem muito e aliviando o consumo de quem precisa do básico para sobreviver. Cidadania é saber quanto você paga para poder exigir o serviço de volta.
Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.


















