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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Faculdade Vale do Pajeú inaugura Instituto Integrado de Serviços à Comunidade em São José do Egito

A Faculdade Vale do Pajeú (FVP) e o Instituto da Faculdade Vale do Pajeú (IFVP Social) inauguraram, na noite desta segunda-feira (3), em São José do Egito, o Centro Integrado de Serviços à Comunidade. A iniciativa foi apresentada como um marco para a educação superior e para a ampliação da oferta de serviços nas áreas de saúde, cidadania e assistência social no Sertão do Pajeú.

O novo equipamento reúne uma série de estruturas voltadas ao ensino prático dos estudantes e ao atendimento da população. Entre os serviços disponibilizados estão Clínica Odontológica, Clínica de Psicologia, Clínica de Psicopedagogia, Centro Especializado de Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Centro de Advocacia, Centro de Contabilidade, Núcleos Integrados de Atendimento do IFVP Social e Clínica de Medicina Veterinária.

Durante a cerimônia, também foram apresentados os laboratórios, clínicas e ambientes especializados que passarão a atender a comunidade, fortalecendo a formação acadêmica dos alunos e ampliando o acesso da população a serviços em diversas áreas.

O evento foi conduzido pelo Diretor Presidente da instituição, Cleonildo Lopes, o Painha. Ela destacou a construção coletiva dos avanços na instituição. O evento também contou com os candidatos a Deputado Estadual Jobson Almeida (Republicanos) e a Federal, Juliana de Chaparral (União Brasil), além de Delmiro Barros, Domênico Perazzo (Tuparetama), Nelly Sampaio e vereadores de Tabira, mais membros da comunidade acadêmica.

Chamou atenção a modernidade dos laboratórios, todos com equipamentos de ponta e tecnologia de touch  screen na projeção, uma inovação desenvolvida por uma empresa de Palmares.

O mini Auditório homenageou Adalberto Teixeira, com atuação reconhecida nas áreas sociais, atividades comunitárias e com participação ativa em clubes de serviços, como por exemplo o Rotary, a FENAP, a Aciagro e CDL, além de Sicoob Pernambuco.

Segundo a instituição, o Centro Integrado de Serviços à Comunidade foi concebido para promover atendimento humanizado, incentivar a inclusão social e contribuir para o desenvolvimento regional, consolidando a Faculdade Vale do Pajeú como um polo de ensino e extensão voltado às necessidades da população do Sertão do Pajeú.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Proteção constitucional das pessoas com deficiência em julgamento no Supremo Tribunal Federal

Proteção constitucional das pessoas com deficiência em julgamento no Supremo Tribunal Federal
  • * EDITORIAL

O STF – Supremo Tribunal Federal inicia às 14h desta segunda-feira, 3, o julgamento das ADIs 7779 (Instituto Oceano Azul) e 7790 (ANAPcD). Para muitos brasileiros, o assunto pode parecer restrito a uma discussão sobre benefícios tributários. Mas essa percepção está longe da realidade.

O que será analisado pelos ministros da Suprema Corte ultrapassa a esfera fiscal. O julgamento toca diretamente em princípios constitucionais que sustentam a proteção das pessoas com deficiência no Brasil.

A discussão não deve ser reduzida ao debate sobre a isenção de um imposto.

Ela envolve a interpretação da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência — que possui status constitucional no ordenamento jurídico brasileiro — e da própria compreensão do Estado sobre o dever de promover inclusão, igualdade de oportunidades e eliminação de barreiras.

Quando uma política pública voltada às pessoas com deficiência sofre alterações que restringem seu alcance, o debate deixa de ser apenas administrativo ou financeiro. Passa a ser constitucional.

O risco do retrocesso

Ao longo das últimas décadas, o Brasil construiu um importante conjunto de normas destinadas à proteção das pessoas com deficiência.

A Constituição Federal de 1988 inaugurou uma nova visão sobre cidadania.

Posteriormente vieram a Convenção da ONU, a Lei Brasileira de Inclusão, políticas de acessibilidade, ações afirmativas e mecanismos de compensação destinados a reduzir desigualdades históricas.

Nenhuma dessas conquistas surgiu por acaso.

Todas resultaram de décadas de mobilização da sociedade civil e do reconhecimento de que tratar igualmente pessoas em condições desiguais não produz justiça.

Por isso, qualquer medida que possa reduzir a efetividade desses instrumentos precisa ser analisada com extremo cuidado.

Não se trata de defender privilégios.

Trata-se de impedir que direitos conquistados sejam gradualmente enfraquecidos por interpretações que desconsiderem a realidade vivida por milhões de brasileiros.

O impacto vai muito além do isenções

Muitas pessoas imaginam que o julgamento afeta apenas quem pretende adquirir um veículo ou solicitar isenção tributária.

Essa compreensão é limitada.

As decisões do Supremo Tribunal Federal possuem enorme capacidade de orientar futuras interpretações jurídicas e administrativas.

O entendimento firmado pela Corte poderá influenciar a forma como políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência serão concebidas, regulamentadas e aplicadas daqui para frente.

É justamente por isso que o Instituto Oceano Azul e ANAPcD acompanham esse julgamento com tanta atenção.

O que está em discussão não é apenas um procedimento administrativo.

É a maneira como o Estado brasileiro reconhece e concretiza direitos fundamentais.

Inclusão não pode ser vista como gasto

Existe um equívoco recorrente quando políticas voltadas às pessoas com deficiência são analisadas exclusivamente sob a ótica fiscal.

Benefícios, incentivos e mecanismos compensatórios não representam favores do Estado.

São instrumentos de inclusão previstos justamente porque a sociedade ainda impõe inúmeras barreiras à participação plena das pessoas com deficiência.

Enquanto persistirem obstáculos à mobilidade, ao trabalho, à educação, ao transporte e à acessibilidade, políticas públicas compensatórias continuam desempenhando papel essencial para reduzir desigualdades.

Transformar essas medidas em simples despesas orçamentárias significa ignorar sua função constitucional.

A decisão interessa a toda a sociedade

O julgamento das ADIs 7779 e 7790 não interessa apenas às pessoas com deficiência.

Interessa às famílias, aos profissionais da área, aos gestores públicos e a todos aqueles que acreditam em uma sociedade fundada na igualdade material e na dignidade da pessoa humana.

O Supremo Tribunal Federal possui a responsabilidade de interpretar a Constituição à luz dos direitos fundamentais.

Essa missão exige considerar não apenas aspectos técnicos da legislação, mas também os impactos concretos que uma decisão pode produzir na vida de milhões de cidadãos.

Um compromisso com a Constituição

O Diário PcD e a ANAPcD entendem que este julgamento representa uma oportunidade para reafirmar valores que constituem a base do Estado Democrático de Direito.

A Constituição de 1988 não consagrou apenas direitos formais.

Ela assumiu o compromisso de construir uma sociedade livre, justa e solidária.

No caso das pessoas com deficiência, isso significa reconhecer que igualdade exige ações concretas para eliminar barreiras e ampliar oportunidades.

Espera-se que a decisão do Supremo preserve esse compromisso constitucional.

Porque, quando se discute a efetividade de políticas destinadas às pessoas com deficiência, não se está debatendo apenas um benefício tributário.

Discute-se o alcance da cidadania, a proteção contra retrocessos e o significado da inclusão em um país que escolheu colocar a dignidade da pessoa humana entre seus fundamentos.

Ao final deste julgamento, o que estará em jogo não será apenas a interpretação de uma norma.

Será a mensagem que o Estado brasileiro transmitirá às mais de 18 milhões de pessoas com deficiência: se os direitos conquistados continuarão sendo instrumentos reais de inclusão ou se poderão ser progressivamente restringidos.

Essa resposta pertence ao Supremo Tribunal Federal.

Mas seus efeitos alcançarão toda a sociedade brasileira.

Fonte https://diariopcd.com.br/protecao-constitucional-das-pessoas-com-deficiencia-em-julgamento-no-supremo-tribunal-federal/

Postado Pôr Antônio Brito 

Vem aí: Mundial de rúgbi em cadeira de rodas acontece em agosto no CT Paralímpico, em São Paulo

 

Final da Copa América de rúgbi em cadeira de rodas entre Brasil e EUA, no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Entre os dias 17 e 23 de agosto, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), na zona sul de São Paulo, receberá o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da modalidade.

A competição reunirá 12 seleções e cerca de 140 atletas, divididos em dois grupos. A Seleção Brasileira está no Grupo A, ao lado de Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. Já o Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e Dinamarca.

CONFIRA OS ATLETAS CONVOCADOS

A estreia do Brasil será na segunda-feira, 17, às 19h30, contra os Países Baixos. Na terça-feira, 18, a equipe enfrenta o Canadá, novamente às 19h30. Na quarta-feira, 19, o adversário será a Austrália, no mesmo horário.

A fase de grupos será encerrada na quinta-feira, 20, com dois compromissos: às 11h, diante da Nova Zelândia, e às 19h30, contra os Estados Unidos.

Esta será a segunda participação da equipe brasileira em um Mundial. Também será a primeira vez que a competição será realizada na América do Sul.

O Brasil chega embalado por duas conquistas em 2026. Em abril, a equipe conquistou o título do Santos Wheelchair Rugby World Challenge, disputado em Adelaide, na Austrália. Na decisão, venceu a Grã-Bretanha por 58 a 50.

Antes disso, em fevereiro, a Seleção sagrou-se campeã da Musholm Cup, na Dinamarca. O título veio com vitória sobre os anfitriões por 74 a 72. O resultado marcou o primeiro título brasileiro da modalidade conquistado em solo europeu.

Tabela de jogos do Brasil na fase de grupos:
17/08

19h30 – Brasil x Países Baixos

18/08
19h30 – Brasil x Canadá

19/08
19h30 – Brasil x Austrália

20/08
11h – Brasil x Nova Zelândia
19h30 – Brasil x Estados Unidos

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/vem-ai-mundial-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-acontece-em-agosto-no-ct-paralimpico-em-sao-paulo/

Postado Pôr Antônio Brito 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

São Paulo Climate Week ’26 debate Pessoas com Deficiência e Justiça Climática

 São Paulo Climate Week ’26 debate Pessoas com Deficiência e Justiça Climática

A emergência climática já chegou às cidades, mas não atinge todas as pessoas da mesma forma. Em enchentes, deslizamentos, quedas de árvores, apagões, incêndios, ondas de calor e deslocamentos forçados, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida enfrentam barreiras adicionais para receber alertas, sair de áreas de risco, acessar transporte, chegar a abrigos e manter medicação, tecnologias assistivas e outros recursos de apoio.

Coordenado por Camilla Varella, ex-presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-SP, o painel “Protocolo de emergência climática para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida” propõe uma discussão urgente e orientada à ação: não basta haver um plano de Defesa Civil; é preciso que ele seja inclusivo, territorializado, acessível e capaz de definir responsabilidades públicas.

Participam do diálogo Cid Torquato, ex-secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que contribuirá para a discussão sobre governança, articulação entre secretarias e implementação municipal; Moisés Bauer Luiz, com trajetória nacional na formulação, fiscalização e controle social das políticas para pessoas com deficiência, fortalecendo o debate sobre participação social, direitos humanos e responsabilização pública, Marcelo Panico, advogado e pessoa com deficiência visual, cuja atuação reúne experiência vivida, acessibilidade comunicacional, assistência social e defesa de direitos e Marcella Buccelli Representando a Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-SP desde 2020. 

A conversa parte de referências jurídicas, humanitárias e climáticas já existentes no Brasil e no mundo.

A Lei Brasileira de Inclusão determina proteção e segurança para pessoas com deficiência em situações de risco, emergência e calamidade pública.

Confira: Brasil ganha projeto Resgate Inclusivo: Pessoas com Deficiência e Eventos Climáticos Extremos

https://diariopcd.com.br/brasil-ganha-projeto-resgate-inclusivo-pessoas-com-deficiencia-e-eventos-climaticos-extremos/

O Brasil já possui protocolo nacional voltado a grupos vulnerabilizados e hipervulnerabilizados em desastres. Dados internacionais da UNDRR mostram que a maioria das pessoas com deficiência ainda não participa dos planos locais de redução de riscos, embora esteja entre os grupos mais afetados por desastres climáticos.

O evento reunirá profissionais do Direito, Defesa Civil, assistência social, saúde, educação, mobilidade, comunicação pública, gestão urbana, organizações sociais e, sobretudo, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida para, sob o princípio “Nada sobre nós sem nós”, cocriar as bases deste protocolo emergencial.

O objetivo é transformar o diálogo em um instrumento aplicável inicialmente ao município de São Paulo, para que ninguém seja deixado para trás diante de eventos climáticos extremos. Afinal, uma cidade precisa estar preparada para proteger todas as pessoas.

INSCRIÇÕES

https://www.sympla.com.br/evento/spcw26-protocolo-de-emergencia-climatica-para-pessoas-com-deficiencia-e-mobilidade-reduzida/3501802?share_id=copiarlink

SERVIÇO:

Local

PUC-SP – Campus Consolação

Rua Marquês de Paranaguá, 111

São Paulo, SP

Fonte https://diariopcd.com.br/sao-paulo-climate-week-26-debate-pessoas-com-deficiencia-e-justica-climatica/

Postado Pôr Antônio Brito 

terça-feira, 28 de julho de 2026

Decisão do STF que aprova repasses mínimos de 30% para cotas raciais nas eleições não beneficia PcD

Pessoas com Deficiência não se beneficiam de decisão do STF que aprova repasses mínimos de 30% para cotas raciais nas eleições Partidos deverão aplicar valores devidos de pleitos anteriores a partir de 2026. Diário PcD repercute decisão

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a validade da regra que obriga os partidos políticos a destinarem, no mínimo, 30% do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário para candidatos pretos e pardos. A decisão valida a Emenda Constitucional nº 133/2024. 

A decisão do STF foi tomada na análise de recursos de entidades, apresentados sob o argumento de que o valor deveria ser maior, proporcional ao número de candidatos ou da população afrodescendente. No entanto, a maioria dos ministros entendeu que os 30% funcionam como um piso obrigatório, ou seja, um ponto de partida que os partidos podem aumentar por conta própria.  

O que muda na prática?  

·                Garantia na Constituição: pela primeira vez, a cota de dinheiro para candidaturas negras está escrita diretamente na lei maior do país. 

·                Pagamento de atrasados: os partidos que deixaram de investir o dinheiro correto em eleições passadas terão que compensar esse prejuízo. 

·                Prazo para devolução: esses valores devidos deverão ser investidos de forma parcelada nas próximas quatro eleições, começando em 2026. 

·                Sem desconto: o pagamento do dinheiro atrasado deve ser considerado um extra. Ele não pode ser descontado dos 30% obrigatórios de cada eleição.  

Concretização de direitos  

O relator das ações, ministro Cristiano Zanin, votou pela improcedência dos recursos. Segundo o magistrado, ao promulgar a EC nº 133/2024, o Congresso Nacional atuou na concretização dos direitos fundamentais e inseriu, de forma inédita, a ação afirmativa diretamente no texto constitucional.  

Em relação ao pedido de fixação do percentual de 55,5% — proporcional à população afrodescendente no país —, o relator explicou que cabe ao STF apenas verificar a constitucionalidade da matéria, sendo a definição do índice uma prerrogativa do Poder Legislativo.  

“A EC 133 é um ponto de partida, mas nada impede que os partidos possam elevar a destinação de recursos para viabilizar essas candidaturas”, destacou.  

O ministro ressaltou ainda que as normas anteriores do TSE exigiam a proporcionalidade, mas não fixavam um percentual nominal rígido para a cota racial, diferentemente do que ocorre com as candidaturas femininas. Zanin alertou que a eventual declaração de inconstitucionalidade deixaria o sistema sem uma baliza percentual obrigatória.   

Regime de transição  

Sobre a regra que determina o investimento dos valores que deixaram de ser aplicados em eleições anteriores, o relator entendeu que a medida não configura anistia, mas sim um regime de transição. Os partidos políticos deverão aplicar esses montantes de forma complementar nas quatro eleições subsequentes, a partir do pleito de 2026, sem prejuízo do percentual mínimo de 30% de cada ano.  

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes.  

Divergência  

Ficaram parcialmente vencidos a ministra Cármen Lúcia e os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Edson Fachin (presidente do STF). A divergência acompanhou o voto do ministro Flávio Dino, que se manifestou pela inconstitucionalidade do dispositivo que parcelou os recursos devidos de pleitos anteriores. Para a vertente divergente, a regra neutraliza a eficácia das políticas afirmativas e fragiliza o cumprimento de obrigações históricas de combate ao racismo estrutural.  

Repercussão

Para Ariani Sá, presidente do CEAPcD – Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, “não existe inclusão fatiada. Para democratizar de fato os espaços de poder, a comunicação e as políticas eleitorais precisam ser interseccionais por princípio. Pessoas com deficiência também são mulheres, negras, indígenas e periféricas. Assim como o avanço das cotas raciais e da reserva de financiamento para candidaturas negras escancarou a necessidade de redefinir quem ocupa a política, a pauta da pessoa com deficiência exige a mesma urgência. Não há justiça racial sem acessibilidade, nem inclusão das pessoas com deficiência, sem combater ao racismo estrutural”.

“Esse julgamento do STF trata exclusivamente da constitucionalidade da Emenda Constitucional nº 133/2024, que garante um percentual mínimo de recursos para candidaturas de pessoas pretas e pardas. Ou seja, o Supremo não decidiu excluir as pessoas com deficiência; ele apenas analisou uma regra que já havia sido aprovada pelo Congresso Nacional. O que chama atenção é que, mais uma vez, as pessoas com deficiência ficaram fora das políticas afirmativas voltadas à participação política. Somos mais de 14 milhões de brasileiros com deficiência, enfrentamos inúmeras barreiras para disputar eleições e seguimos sendo um dos grupos mais sub-representados nos espaços de poder”, afirmou Luciana Trindade, coordenadora nacional do PSB Inclusão.

De acordo com Ariani, “​para que a Justiça Eleitoral cumpra seu papel constitucional e respeite os compromissos da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, é indispensável que suas futuras campanhas tragam a nós pessoas com deficiência para o protagonismo real. Garantir a rampa de acesso até a urna é dever básico de infraestrutura; mas mostrar que a cadeira de prefeito, deputado ou presidente também pertence a corpos negros e com deficiência é o que de fato revoluciona a sociedade. Em síntese, inclusão racial e das pessoas com deficiência não são pautas concorrentes, mas complementares”.

Luciana Trindade aponta que “essa realidade poderia começar a ser enfrentada pelo Projeto de Lei nº 4.325/2024, de autoria do deputado federal Duarte Jr., cuja proposta foi escrita e construída por mim. O projeto prevê ações afirmativas para ampliar a participação política das pessoas com deficiência, incluindo a destinação de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para essas candidaturas. Após ser aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o projeto está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desde junho de 2025, aguardando a designação de um relator. Se o objetivo das ações afirmativas é corrigir desigualdades históricas e ampliar a representatividade, é legítimo questionar por que as pessoas com deficiência continuam invisíveis nesse debate. A democracia só será verdadeiramente inclusiva e acessível quando todas as populações historicamente excluídas tiverem condições reais e equitativas de disputar mandatos eletivos. Não se trata de retirar direitos de nenhum grupo, mas de garantir que as pessoas com deficiência também tenham acesso às mesmas oportunidades de participação política, fortalecendo uma democracia mais plural, representativa, inclusiva e acessível”.

Fonte: OA/LC/FP, com informações do STF 

CRÉDITO/IMAGEM: Maioria dos ministros entendeu que os 30% funcionam como um piso obrigatório. Foto: Pedro França/Agência Senado

Fonte https://diariopcd.com.br/decisao-do-stf-que-aprova-repasses-minimos-de-30-para-cotas-raciais-nas-eleicoes-nao-beneficia-pcd/

 

Postado Pôr Antônio Brito

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida já podem solicitar transferência temporária de seção eleitoral

 Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida já podem solicitar transferência temporária de seção eleitoral

De acordo com o TSE, a medida garante mais autonomia, inclusão e acessibilidade no exercício do voto.

Audiodescrição: Imagem com fundo laranja. À esquerda, homem sorridente de camisa azul, calça bege e cabelos cacheados segura uma bengala longa para pessoas cegas. À direita, em um quadro verde com letras brancas, lê-se: “Pessoas com deficiência podem solicitar mudança temporária de seção eleitoral até 20 de agosto”. Abaixo, em outro quadro com borda laranja: “Descubra como funciona o direito de não estar sozinha ou sozinho na hora do voto!”.

Eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que desejam votar em uma seção eleitoral mais adequada às suas necessidades já podem solicitar a transferência temporária do local de votação. O prazo começou em 20 de julho e segue até 20 de agosto de 2026. A medida tem como objetivo garantir mais autonomia, segurança e inclusão no exercício do direito ao voto.

A Justiça Eleitoral vem ampliando, a cada eleição, as condições de acessibilidade para assegurar a participação das pessoas com deficiência no processo eleitoral. Todas as seções eleitorais contam com recursos de acessibilidade, mas, caso a eleitora ou o eleitor identifique outra seção que melhor atenda às suas necessidades, poderá solicitar a transferência temporária dentro do período previsto no calendário eleitoral.

O pedido pode ser feito presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de documento oficial com foto, ou por meio do Autoatendimento da Justiça Eleitoral . A solicitação também poderá ser realizada por curador, apoiador ou procurador, desde que acompanhada da documentação exigida pela Justiça Eleitoral.

Além da transferência temporária, eleitoras e eleitores com deficiência podem informar previamente à Justiça Eleitoral suas restrições e necessidades específicas para que, sempre que possível, sejam adotadas medidas que facilitem o exercício do voto. As urnas eletrônicas dispõem de recursos de acessibilidade que permitem a conferência do voto de forma autônoma, preservando o sigilo da votação. Também são disponibilizados fones de ouvido para pessoas com deficiência visual.

Como forma de ampliar a acessibilidade no dia da votação, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) disponibilizará, em Aracaju, serviço de transporte acessível para pessoas com deficiência. A iniciativa é resultado do Termo de Cooperação Técnica nº 2/2026, firmado com o Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades em Sergipe (CONSER), e tem como objetivo facilitar o deslocamento das eleitoras e dos eleitores até os locais de votação no primeiro e no segundo turno das Eleições 2026.

O serviço será oferecido mediante solicitação prévia, observados os critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral. O TRE-SE também disponibilizará canais acessíveis para solicitação, agendamento e confirmação do transporte, além de atendimento por meio dos Coordenadores de Acessibilidade nos locais de votação.

Após o processamento dos pedidos de transferência temporária, a consulta ao novo local de votação estará disponível a partir de 1º de setembro de 2026, por meio do aplicativo  e-Título e dos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Fonte https://diariopcd.com.br/eleitoras-e-eleitores-com-deficiencia-ou-mobilidade-reduzida-ja-podem-solicitar-transferencia-temporaria-de-secao-eleitoral/

Postado https://diariopcd.com.br/eleitoras-e-eleitores-com-deficiencia-ou-mobilidade-reduzida-ja-podem-solicitar-transferencia-temporaria-de-secao-eleitoral/

Pôr Antônio Brito 

Flávio Marques destaca palanque com Raquel, Lula e Carlos Veras. “Juntos por Tabira”

 

Mais Humberto e Bruno Marques 

O prefeito de Tabira, Flávio Marques, do PT, postou neste domingo em suas redes sociais a chapa que tem seu apoio na Cidade das Tradições.

Com o título “Juntos por Tabira”, destaca a governadora Raquel Lyra, Humberto Costa para o Senado, o presidente estadual do PT, Carlos Veras, seu candidato a Federal, e o candidato a Estadual, Bruno Marques, do PSB.

Os apoios trazem algumas curiosidades: reforça o apoio à chapa “Luquel”. Também não apresenta um segundo nome ao Senado. O nome da Frente Popular é Marília Arraes. Mas a ausência indica possibilidade de apoio a um dos nomes da governadora. Túlio Gadêlha inclusive curtiu o post.

Quanto a Carlos, o debate se dá porque Flávio é o aliado mais próximo do presidente do PT, mas vota em Raquel. Carlos têm defendido João Campos.

O Estadual é Bruno Marques, aliado de João Campos. O socialista já disse em entrevista respeitar o posicionamento do gestor tabirense.

“Quando diferentes lideranças se unem pelo mesmo propósito, quem ganha é o povo. Seguimos trabalhando com diálogo, parceria e compromisso para trazer mais investimentos, obras e oportunidades para nossa cidade. O futuro de Tabira se constrói com união, responsabilidade e muito trabalho. Juntos por Tabira. Juntos por Pernambuco. Juntos pelo Brasil”, escreveu.

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Múltipla: Raquel tem 44% e João Campos, 40%. Ivan Moraes, 1%

 

Na simulação para segundo turno, 45% a 41% pró Raquel.  Considerando a margem de erro, quadro é de empate técnico

A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera as intenções  de voto para o governo de Pernambuco de acordo com pesquisa Múltipla contratada com exclusividade pelo blog.

Na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o entrevistado, ela tem 44%, contra 40% do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos, do PSB.

Ivan Moraes, do PSOL, aparece com 1%. Não opinaram 1% dos entrevistados. Indecisos são 7%. Votam branco e nulo 8%.

Considerando a margem de erro, de 3,3% para mais ou para menos, o quadro é de empate técnico. Raquel tem entre 40,7% e 47,3%. Já João Campos, entre 36,3% e 43,3%.

Na pesquisa divulgada em fevereiro, João tinha 42% e Raquel, 29%. Em maio, Raquel foi a 43% e João Campos, 39%. Em Junho, João Campos apareceu com 43% e Raquel, 38%. Quando você considera a margem de erro, o quadro mostra similaridade matemática com o de maio, mas em linhas gerais estabilidade. Também demostra equilíbrio, com ligeira vantagem para Raquel.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Raquel Lyra tem 45% e João Campos, 41% dos votos. Não opinaram 1%. Indecisos são 6%. Brancos e nulos, 7%.

Rejeição

A rejeição de Raquel Lyra é maior que a de João Campos: 33% dizem que não votariam nela de jeito nenhum, contra 29% que rejeitam o socialista. Conhecem Raquel e talvez votem, 24%. Os que talvez votem em João são 28%. Conhecem e votam com certeza em Raquel 41%. Conhecem e votam em João com certeza 37%.

Dados da pesquisa

A pesquisa tem o número de identificação PE – 00028/2026/2026. Contratada pelo blog, foi a campo entre 24 a 26 de julho, com 900 entrevistas. A margem de erro de 3,3% para mais ou para menos.

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