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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Abstenção de 33 milhões entra na disputa do 2º turno; especialistas avaliam desafio de Lula para virar eleição

 

Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista.

Lula terminou o primeiro turno 1,9 ponto percentual atrás de Flávio, a menor distância entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989. Desde a redemocratização, porém, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu vencer a disputa presidencial na etapa seguinte.

Para o cientista político Leonardo Martins Barbosa, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o histórico precisa ser analisado junto com a diferença reduzida registrada neste ano.

“Embora nunca tenha havido uma virada de segundo turno em eleições presidenciais no Brasil, também nunca houve uma diferença tão pequena”, avaliou.

O cientista político Creomar de Souza, professor da Fundação Dom Cabral, considera a reversão difícil, mas não impossível. Para ele, um dos principais desafios está no pouco tempo disponível para que a campanha de Lula alcance segmentos que não conseguiu mobilizar no primeiro turno.

A abstenção aparece nesse cenário como um dos principais grupos disputados. No primeiro turno, 33,4 milhões de pessoas deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto.

Creomar observa que esse contingente representa um volume expressivo de votos disponíveis para as duas candidaturas. A cientista política Luciana Fernandes Veiga, da Unirio e da Fundação Getulio Vargas (FGV), pondera, entretanto, que eleitores que tradicionalmente se abstêm não são necessariamente fáceis de mobilizar durante a campanha.

O histórico recente reforça a avaliação. Em 2022, a abstenção caiu pouco entre as duas etapas da eleição presidencial: de 32,7 milhões de eleitores no primeiro turno, ou 20,95%, para 32,2 milhões, equivalente a 20,59%, no segundo.

Outro movimento acompanhado pelas campanhas é o destino dos votos dados aos candidatos que ficaram fora da disputa.

Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Terceiro colocado no primeiro turno, com mais de 3,4 milhões de votos, Cury anunciou sua posição após Flávio assumir compromissos por escrito com propostas apresentadas pelo escritor durante a campanha.

Renan Santos (Missão), por sua vez, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Os especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre como os eleitores dos candidatos eliminados poderão se comportar. O apoio formal de uma liderança não significa transferência automática dos votos recebidos no primeiro turno, e as duas campanhas trabalham para conquistar esses segmentos.

O resultado das eleições legislativas também aparece nas análises. O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou sua representação no Senado, movimento apontado pelos especialistas como um fator político relevante na disputa.

Para Lula, a estratégia passa por reduzir a abstenção, reconquistar eleitores que não repetiram o voto dado ao petista em eleições anteriores e buscar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados.

Flávio, por sua vez, tenta ampliar a vantagem obtida no primeiro turno, incorporar eleitores dos antigos adversários e também disputar o contingente que não compareceu às urnas.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Antonio Augusto/TSE

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

São José do Egito recebe Castramóvel com atendimento gratuito para cães e gatos

 

São José do Egito começou a receber neste domingo (11) os atendimentos do Castramóvel, ação que prevê a realização de 540 castrações gratuitas de cães e gatos. A programação segue até terça-feira (13).

Os atendimentos são realizados por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente e a Secretaria de Meio Ambiente do Governo de Pernambuco.

Os tutores interessados ainda podem consultar os critérios para participação e realizar a inscrição pelo link disponibilizado na bio do perfil da Prefeitura de São José do Egito no Instagram, @prefeiturasaojosedoegitope.

Segundo a Prefeitura, todos os animais atendidos serão microchipados e receberão medicação para o período pós-operatório.

O prefeito Fredson Brito informou que ainda há possibilidade de cadastramento enquanto a ação estiver em andamento.

“É uma ação importante em São José do Egito. Ainda dá tempo de você cadastrar o seu animal, pois ela vai até a próxima terça-feira”, afirmou.

A previsão é que 540 cães e gatos sejam castrados gratuitamente até o encerramento dos atendimentos, na terça-feira (13).

Imagens: Divulgação

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domingo, 11 de outubro de 2026

Abstenção nas eleições de 2026 é a maior desde 1998

G1

O primeiro turno das eleições terminou com 33 milhões de brasileiros deixando de exercer o direito ao voto. Em uma eleição acirrada como a presidencial, a abstenção impacta diretamente nos resultados: foram 21,08% dos brasileiros que deixaram de votar neste ano.

O percentual dos eleitores que não votaram é o maior para o primeiro turno presidencial desde as eleições de 1998. Naquele ano, com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC), 21,49% dos eleitores faltaram à eleição.

Depois disso, houve uma recuperação, com mais brasileiros indo às urnas escolher não só seus presidentes, como governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Mas em 2018, o percentual de brasileiros que preferiram não exercer o direito ao voto ultrapassou 20% e tem crescido pouco a pouco nos últimos pleitos.

O eleitor que não votar no primeiro turno pode sim votar no segundo, já que, para a Justiça Eleitoral, cada turno é um novo pleito e, portanto, faltar ao primeiro não impede que o eleitor vote no segundo.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos maiores de 18 anos e menores de 70 alfabetizados, segundo a Constituição Federal.

Os motivos para um eleitor deixar de comparecer na chamada “festa da democracia” são variados. Mas uma marca que permeou essa eleição foi o desânimo da população.

Para Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), o desânimo tem como um dos motivos a polarização. Com os dois principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com altos índices de rejeição, há um “ambiente de desalento” com a política.

“A percepção de que o voto já não é capaz de produzir mudanças concretas favorece o afastamento do eleitor das urnas. A abstenção elevada é um sinal desse distanciamento entre a política e o eleitor”, diz Medeiros.

Em ato no RN, Lula diz que eleição é para garantir conquistas no Nordeste


Em sua primeira agenda de campanha fora do Distrito Federal no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de uma caminhada em Natal, no Rio Grande do Norte, neste sábado (10).

Ao discursar para apoiadores no bairro do Alecrim, na zona leste da capital potiguar, o presidente afirmou que o resultado eleitoral do dia 25 de outubro definirá se o país manterá a expansão de direitos sociais ou se enfrentará o corte de investimentos públicos.

O presidente alertou para a promessa de corte orçamentário anunciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa nacional, e questionou quais áreas serão atingidas pela redução de despesas caso a oposição vença a eleição. “Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte”, pontuou Lula.

“Eu não conheço ninguém da elite brasileira que governou esse país que teve coragem de cortar dos ricos, que teve coragem de cortar dos banqueiros, que teve coragem de cortar dos empresários, do sistema financeiro ou dos fazendeiros. Eles sempre cortam do povo”.

“Esse é um momento muito importante para o Brasil, porque a gente pode definir os rumos do futuro do Brasil que a gente deseja”, declarou o presidente. “Eu estou dizendo à sociedade brasileira que nós estamos vivendo um momento de aferição. Se o mundo quer viver uma mentira ou o mundo quer viver uma verdade. Que tipo de educação que a gente deseja para o país, que tipo de cultura, que tipo de saúde a gente deseja, que tipo de emprego que a gente deseja para os nossos jovens”.

Lula viajou ao estado para apoiar a candidatura de Cadu de Lula (PT), que disputa o segundo turno do governo estadual contra o ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). O Rio Grande do Norte é o único estado da região Nordeste cuja eleição para governador não foi decidida no primeiro turno. No pleito de domingo (4), Allyson recebeu 733.809 votos (36,94% dos válidos), enquanto Cadu obteve 718.300 votos (36,16%), uma diferença de 15,5 mil votos.

O petista relembrou a situação das políticas públicas ao assumir a presidência em 2023, apontando que programas sociais haviam sofrido desidratação orçamentária no governo anterior. Lula citou a retomada do programa Farmácia Popular, a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação para trabalhadores e aposentados e a criação do programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio.

“A única coisa que eu quero é que o Nordeste tenha a mesma oportunidade que os outros estados”, afirmou Lula, destacando obras estruturantes, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina, além da ampliação de universidades e institutos federais na região.

Palanque reúne governadores da região

A mobilização em Natal reuniu a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e quatro governadores nordestinos que apoiam a reeleição de Lula. Subiram ao palanque e acompanharam o presidente no trajeto em carro aberto os governadores Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; e Lucas Ribeiro (PP), recém-eleito governador da Paraíba no primeiro turno com 64% dos votos válidos. Também participou da caminhada o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

A presença de Lucas Ribeiro marcou a adesão do chefe do Executivo paraibano à agenda conjunta de campanha na região. Durante a passeata, o governador agradeceu a Lula pela transposição do São Francisco e ressaltou a sensibilidade do presidente com as demandas hídricas do sertão.

Ao defender a candidatura de Cadu de Lula, o presidente comparou o ex-secretário de Tributação do RN à trajetória de Rafael Fonteles no Piauí, que também chefiou a pasta da Fazenda estadual antes de se eleger governador. “O companheiro Cadu é uma promessa extraordinária, e eu posso dizer para vocês que toda vez que eu falo no Cadu, eu lembro do Rafael. O Cadu pode repetir aqui no Rio Grande do Norte a história do Rafael no Piauí”, comparou.

Após a concentração no cruzamento da rua Baraúna com a avenida Coronel Estevam, Lula discursou aos jornalistas e seguiu em carreata pelas ruas da capital potiguar, reforçando o apelo para que a militância converse com eleitores indecisos e mobilize a população idosa para comparecer às urnas no segundo turno.

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Coluna do Domingão: o que explica a nova ascensão do bolsonarismo?

 

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:

Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.

Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.

Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?

Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.

Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?

Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.

Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.

Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.

O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.

Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.

Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.

Sugiro a quem interessa o livro de Rita Almeida, “Psicologia das massas e bolsonarismo”. Essa análise é fruto desse livro.

Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.

Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.

A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.

Primeira vez

Reportagem de Rafael Souza para o G1   mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno,  mas era candidata.

Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio 

O Deputado Federal e presidente do PT,  Carlos Veras,  disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.

O cálculo de Raquel

No primeiro turno,  Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação,  já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas,  o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff,  evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.

Cadê Túlio?

Como esperado,  Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente,  foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora,  o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.

Em vão

O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.

Conta errada

Tonico Araújo,  da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry,  que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país,  o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.

Que fase…

Depois de Mendonça Filho,  que perdeu seis eleições majoritárias,  outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina,  porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal,  com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.

Prêmio de consolação

O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história,  mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população,  ou queriam fazê-lo,  como Coronel Meira,  Pastor Eurico,  Charlles de Tiringa,  Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.

Frase da semana:

“O presidente tem palanque em Pernambuco”.

Da governadora Raquel Lyra,  em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.

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sábado, 10 de outubro de 2026

Prefeitura de Tabira entrega pavimentação e ambulância à comunidade da Borborema

O Sextou com Inauguração desta sexta-feira (09) foi realizado no povoado da Borborema, com entregas importantes para a comunidade. A programação contou com a inauguração da pavimentação da Rua Cassimiro Alves e a entrega de uma ambulância para atender às necessidades da população local.

A obra de pavimentação contempla 2.200 m² e recebeu investimento de R$ 213 mil, em parceria com a Câmara Municipal. As entregas representam melhorias para a mobilidade e o atendimento à saúde dos moradores.

Durante o evento, o prefeito Flávio Marques destacou a continuidade dos projetos de pavimentação e reafirmou o compromisso de ampliar as melhorias no município. “Outros projetos de pavimentação também estão em curso. Se Deus quiser, o nosso sonho é chegar em 2028 com todas as ruas da Borborema e também da nossa cidade pavimentadas. A gente tem percorrido esse sonho e tem, inclusive, conseguido recursos para isso”, destacou o prefeito.

O prefeito também destacou as ruas que já receberam pavimentação durante a atual gestão e ressaltou a importância das parcerias com o deputado federal Carlos Veras, o senador Humberto Costa e a governadora Raquel Lyra para a viabilização de recursos e a execução das obras no município.

O evento contou com a presença de vereadores, secretários municipais e integrantes da equipe de governo, além de moradores da comunidade, que acompanharam as entregas.

Com as novas conquistas, Borborema passa a contar com melhorias na infraestrutura e no atendimento à saúde, beneficiando os moradores e contribuindo para a qualidade de vida da população.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Exclusivo: Flávio Marques vai disputar CIMPAJEÚ e já conta com apoios estratégicos

 

O prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), vai disputar em dezembro a presidência do CIMPAJEÚ para o biênio 2027-2028 e já reúne apoios de onze prefeitos. Entre eles está Luciano Torres (PSB), atual presidente do consórcio e prefeito de Ingazeira.

A eleição está prevista para dezembro, e a nova Mesa Diretora assumirá a condução da entidade a partir de janeiro de 2027.

Além do atual presidente do CIMPAJEÚ, já confirmaram apoio a Flávio os prefeitos Mayco da Farmácia, de Solidão; Berg Gomes, de Carnaíba; Delson Lustosa, de Santa Terezinha; Márcia Conrado, de Serra Talhada; Sandrinho Palmeira, de Afogados da Ingazeira; Zé Pretinho, de Quixaba; Aline Karina, de Itapetim; Gilson Bento, de Brejinho; Luciano Bonfim, de Triunfo; e Manoel Messias, de Custódia.

A articulação também recebeu o apoio de Giba, atual secretário-executivo do CIMPAJEÚ, que declarou apoio à candidatura de Flávio Marques para a presidência do consórcio.

As conversas com os demais integrantes do consórcio continuam. Esse período que antecede a eleição costuma concentrar a formação de blocos e as negociações em busca de uma composição que reúna maioria entre os municípios consorciados.

Flávio é filiado ao PT, mas mantém interlocução com prefeitos de diferentes partidos e campos políticos. Apoiou a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e tem diálogo com gestores ligados ao grupo da governadora, além de prefeitos socialistas da região.

Outro ponto considerado na articulação é a localização de Tabira. O município está em uma área central do Pajeú, favorecendo a interlocução com gestores do Alto, Médio e Baixo Pajeú.

A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu, também colocou seu nome à disposição e trabalha na possibilidade de apresentar uma chapa para a eleição de dezembro.

O consórcio reúne municípios do Pajeú, Sertânia e Custódia, que também integram a entidade para atuação conjunta em áreas e serviços de interesse regional.

Foto: Reprodução

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Reitor da UFPE estima em cerca de R$ 100 milhões prejuízo causado por incêndio

 

O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, estimou em cerca de R$ 100 milhões os prejuízos provocados pelo incêndio que atingiu um prédio do campus Recife na noite dessa quarta-feira (7). Além de equipamentos e insumos, pesquisas desenvolvidas ao longo de duas décadas foram atingidas.

A estimativa foi apresentada por Alfredo Gomes durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8). O prédio atingido abrigava laboratórios de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática, além de espaços utilizados por outras unidades da universidade.

“Nós perdemos o andar superior completamente. Estimamos, em termos de equipamentos, insumos e material, de uma maneira geral, algo próximo a R$ 100 milhões”, afirmou o reitor.

O valor ainda é preliminar. Segundo Alfredo Gomes, a universidade deverá se reunir com as equipes responsáveis pelos projetos que funcionavam no local para calcular com maior precisão a dimensão das perdas.

Além do prejuízo financeiro, o reitor destacou o impacto sobre as pesquisas acadêmicas. De acordo com ele, cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam relacionadas aos grupos que atuavam nos laboratórios atingidos.

“É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, declarou.

A UFPE também fará uma avaliação da estrutura do imóvel para verificar os danos provocados pelo fogo. Segundo o reitor, a universidade deverá buscar outro prédio para acomodar temporariamente as unidades, pesquisas e atividades que funcionavam no local.

A Polícia Federal informou nesta quinta-feira que instaurará inquérito para investigar o incêndio e apurar as circunstâncias e possíveis causas da ocorrência.

Peritos federais foram encaminhados ao campus da UFPE para examinar a área atingida. A PF também informou que manteve contato com a reitoria e com o comando do Corpo de Bombeiros.

Até o momento, não há conclusão sobre a origem do incêndio.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Raquel Lyra manifesta solidariedade à UFPE e oferece apoio à investigação sobre incêndio


A governadora Raquel Lyra (PSD) se manifestou nesta quinta-feira (8) sobre o incêndio que atingiu instalações da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. Ela prestou solidariedade à comunidade acadêmica e afirmou que o Governo do Estado está à disposição para colaborar com a investigação conduzida pela Polícia Federal.

A manifestação foi publicada nas redes sociais da governadora após o incêndio registrado na noite dessa quarta-feira (7), em um prédio da universidade na Cidade Universitária.

“A minha solidariedade a toda a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Pernambuco em virtude do incêndio que atingiu suas instalações na noite de ontem”, escreveu Raquel.

A governadora também destacou a atuação do Corpo de Bombeiros de Pernambuco, que foi acionado para combater as chamas.

“Acompanhei, desde o primeiro momento, a atuação do Corpo de Bombeiros, que foi mobilizado imediatamente para atender à ocorrência”, afirmou.

Raquel acrescentou que o Estado poderá contribuir com a apuração das circunstâncias do incêndio. “Estamos à disposição para colaborar com a investigação da Polícia Federal no que for necessário”, declarou.

O fogo atingiu o prédio onde funcionava a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da UFPE e laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética. Não houve registro de vítimas.

A universidade ainda avalia a dimensão dos prejuízos. O reitor Alfredo Gomes informou que equipamentos, materiais e trabalhos de pesquisa foram atingidos.

A Polícia Federal participa da apuração das causas do incêndio. Até o momento, não há conclusão sobre a origem das chamas nem confirmação de eventual ação criminosa.

O episódio foi o terceiro registro de incêndio em instalações da UFPE em um intervalo de pouco mais de uma semana, circunstância que também deverá ser considerada durante a apuração.

Foto: Reprodução/Redes sociais

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