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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Reeleita em Pernambuco, Raquel Lyra ficará neutra no 2º turno da eleição presidencial

 

A governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita neste domingo (4), sinalizou que não deve mesmo escolher um dos lados no 2º turno da disputa presidencial.

Ela vê a posição como “coerência”, agradece os milhões de reais enviados pelo governo Lula (PT) para ajudar seu governo em Pernambuco, mas também reclama dos “10 anos que o governo do estado estava brigado com o Governo Federal”, em referência à relação dos governos do PSB com Jair Bolsonaro, Michel Temer e o fim do governo Dilma.

A pergunta mais direta sobre o tema foi feita por Clarissa Góes, jornalista da TV Globo, durante o Bom Dia Pernambuco desta segunda-feira (5). A governadora disse que seu compromisso “sempre foi colocar Pernambuco em 1º lugar”. “Eu fiz isso em 2022 [quando não se posicionou entre Lula e Jair Bolsonaro] e, a partir de 2023, eu já estava com o presidente Lula, que abriu as portas do Governo Federal para trazermos investimentos para o estado”.

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Mulheres ampliam presença e terão representação recorde no Congresso em 2027

 

A representação feminina no Congresso Nacional será a maior já registrada a partir de fevereiro de 2027. Nas eleições de domingo (4), 109 mulheres foram eleitas para a Câmara dos Deputados e outras 12 conquistaram vagas no Senado Federal.

Na Câmara, a bancada feminina passará das atuais 90 para 109 deputadas, crescimento de 21,1%. As mulheres ocuparão pouco mais de 21% das 513 cadeiras da Casa, enquanto 404 homens foram eleitos para a próxima legislatura.

O avanço ocorreu mesmo com a redução no número de candidaturas femininas. Segundo dados divulgados pela Câmara dos Deputados, 3.717 mulheres concorreram a deputada federal em 2022. Neste ano, foram 2.820, queda de aproximadamente 24%.

Entre as forças partidárias, a federação formada por PT, PCdoB e PV elegeu 34 mulheres para a Câmara, o equivalente a 31,2% das 109 deputadas escolhidas nas urnas.

São Paulo foi o estado com maior número de mulheres eleitas para a Câmara, com 16 deputadas. Minas Gerais elegeu 11 e o Rio de Janeiro, dez. Bahia, Pernambuco e Santa Catarina elegeram seis deputadas federais cada.

No Senado, 12 mulheres conquistaram cadeiras entre as 54 vagas disputadas neste ano. É o maior número de senadoras eleitas em uma única eleição desde a redemocratização. O recorde anterior havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres foram eleitas.

Com a nova composição, a bancada feminina do Senado deverá passar de 15 para 18 integrantes em 2027, considerando também parlamentares que já possuem mandato. O número corresponde a 22,2% das 81 cadeiras da Casa.

O Distrito Federal registrou uma situação inédita ao eleger duas mulheres para as duas vagas em disputa. Como Damares Alves (Republicanos) tem mandato até 2031, as três cadeiras do DF no Senado serão ocupadas por mulheres a partir da próxima legislatura.

Apesar do crescimento numérico, as mulheres continuarão sendo minoria tanto na Câmara quanto no Senado. Elas representam 52,8% do eleitorado brasileiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

A presença de mulheres negras também aumentou na Câmara. Levantamento da organização Mulheres Negras Decidem contabilizou pelo menos 15 mulheres negras eleitas deputadas federais em 2026. Em 2022, foram nove, o que representa crescimento de 66,6%.

No Senado, por outro lado, nenhuma das 12 mulheres eleitas neste ano é negra, segundo o levantamento citado pela Agência Brasil.

As novas deputadas e senadoras assumem os mandatos em fevereiro de 2027. As senadoras eleitas neste ano terão mandato de oito anos, até 2035.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Mais de 33 milhões de eleitores ficam fora do primeiro turno e abstenção bate recorde desde 1998


Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo (4). A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado brasileiro, o maior percentual registrado em um primeiro turno de eleição geral desde 1998.

O número representa cerca de 700 mil ausências a mais do que em 2022, quando aproximadamente 32,7 milhões de pessoas deixaram de votar. Naquele ano, a abstenção ficou em 20,95%.

Os dados mostram uma trajetória de crescimento nas últimas eleições gerais. Em 2014, 19,39% do eleitorado não compareceu às urnas. O percentual passou para 20,33% em 2018, chegou a 20,95% em 2022 e alcançou 21,08% neste ano. Em 1998, o índice havia sido de 21,49%.

Dos quase 159 milhões de brasileiros aptos a votar em 2026, cerca de 125 milhões compareceram às urnas no primeiro turno.

Ao Diário de Pernambuco, o cientista político Hely Ferreira avaliou que parte da abstenção pode estar relacionada ao desgaste de eleitores com a polarização política e à ausência, na avaliação desse grupo, de uma alternativa competitiva fora dos principais campos da disputa presidencial.

Segundo o especialista, eleições nacionais também costumam apresentar dinâmica diferente das municipais, nas quais a proximidade entre eleitores e candidatos a prefeito e vereador pode contribuir para uma mobilização maior.

O contingente de mais de 33 milhões de ausentes passa a ser um dos elementos do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. A mobilização desse eleitorado ganha peso diante do número de pessoas que não participaram da primeira etapa da votação.

Quem não compareceu às urnas no primeiro turno continua apto a votar no segundo, desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral. Cada turno é considerado uma eleição independente, e não é necessário justificar previamente a ausência do dia 4 para participar da votação do dia 25.

Para quem não votou nem justificou a ausência no primeiro turno, o prazo para apresentar a justificativa termina em 3 de dezembro. O procedimento pode ser realizado pelos canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral.

Em Pernambuco, mais de 1,3 milhão de eleitores deixaram de votar no primeiro turno, segundo os dados apresentados pela reportagem. No Estado, a disputa pelo Governo foi encerrada na primeira etapa da eleição, com a reeleição de Raquel Lyra (PSD), que recebeu 53,27% dos votos válidos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: TSE

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Zema e Caiado se alinham a Flávio no segundo turno; Cury e Renan evitam apoio

 

Foto: Reprodução

Os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial começaram a definir seus posicionamentos para a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Romeu Zema (Novo) declarou apoio ao candidato do PL, enquanto a equipe de Ronaldo Caiado (PSD) informou que o ex-governador de Goiás também apoiará Flávio. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), por outro lado, disseram que não pretendem apoiar nenhum dos dois concorrentes.

Terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury recebeu 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos válidos. Após a apuração, afirmou que pretende manter “silêncio” sobre a disputa presidencial e disse que ninguém está autorizado a anunciar apoio em seu nome ou no de integrantes de sua campanha.

“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno”, afirmou Cury. O candidato do Avante também disse que, neste momento, pretende deixar a atividade político-partidária.

Renan Santos, que terminou em quarto lugar com aproximadamente 2,67 milhões de votos, ou 2,24%, também descartou apoiar Lula ou Flávio. Em entrevista ao SBT News, afirmou que não havia sido procurado pelo PT nem por representantes do chamado Centrão e disse que pretende concentrar suas atividades na estruturação do partido Missão e em outros projetos.

Renan afirmou ainda que seus eleitores têm liberdade para decidir o voto no segundo turno. Apesar de reconhecer a presença do bolsonarismo na direita brasileira, disse que não fará campanha por Flávio.

Ronaldo Caiado, quinto colocado com cerca de 2,60 milhões de votos, equivalentes a 2,18%, inicialmente afirmou que só tomaria uma decisão depois de conversar com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

O partido decidiu não adotar uma posição nacional única e liberou diretórios, parlamentares e lideranças para escolherem individualmente seus apoios. Nesta segunda-feira (5), a assessoria de Caiado informou que ele apoiará Flávio Bolsonaro e que o anúncio será formalizado em um encontro nesta terça-feira (6), em Goiânia, com a presença do candidato do PL.

Romeu Zema, sexto colocado no primeiro turno, foi o primeiro entre os quatro a declarar publicamente apoio a Flávio. O candidato do Novo recebeu pouco mais de 326 mil votos, ou 0,27% dos válidos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema afirmou que votará em Flávio Bolsonaro e concentrou sua justificativa na oposição ao PT e ao governo Lula.

“Nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25, derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, declarou.

Os posicionamentos ganham espaço na reorganização das campanhas para o segundo turno. Juntos, Cury, Renan, Caiado e Zema receberam mais de 8 milhões de votos no primeiro turno.

Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da eleição com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois voltam a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pernambuco elege 25 deputados federais; confira a lista completa e a votação

 

Pernambuco definiu neste domingo (4) os 25 deputados federais que representarão o Estado na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027. Com 100% das urnas apuradas, Pedro Campos (PSB) terminou como o candidato mais votado para o cargo, com 261.555 votos.

Jones Manoel (PSOL) aparece na segunda colocação entre os eleitos, com 249.077 votos, seguido por Anderson Ferreira (PL), com 185.429. Marcelo Gouveia (Podemos), com 183.124, e Juliana de Chaparral (União Brasil), com 183.089, completam as cinco maiores votações.

A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Por isso, a definição das cadeiras considera tanto os votos obtidos individualmente pelos candidatos quanto o desempenho dos partidos e federações.

Confira os 25 deputados federais eleitos por Pernambuco:

1. Pedro Campos (PSB) — 261.555 votos
2. Jones Manoel (PSOL) — 249.077 votos
3. Anderson Ferreira (PL) — 185.429 votos
4. Marcelo Gouveia (Podemos) — 183.124 votos
5. Juliana de Chaparral (União Brasil) — 183.089 votos
6. Silvio Costa Filho (Republicanos) — 170.859 votos
7. Gilson Machado (Podemos) — 156.754 votos
8. Felipe Carreras (PSB) — 148.971 votos
9. Lula da Fonte (PP) — 147.913 votos
10. Rosa Amorim (PT) — 144.101 votos
11. Carlos Veras (PT) — 133.118 votos
12. Fernando Filho (União Brasil) — 124.147 votos
13. Gabriel Porto (PSB) — 114.860 votos
14. Fernando Monteiro (PSD) — 113.844 votos
15. Eduardo Moura (Novo) — 113.482 votos
16. Clarissa Tércio (PP) — 110.608 votos
17. Iza Arruda (MDB) — 103.758 votos
18. Eliane Soares (PSB) — 102.396 votos
19. Guilherme Uchoa Junior (PSD) — 98.569 votos
20. Waldemar Oliveira (Avante) — 97.152 votos
21. Augusto Coutinho (Republicanos) — 94.737 votos
22. Clodoaldo Magalhães (PV) — 92.229 votos
23. Thiago Medina (PL) — 88.354 votos
24. Liana Cirne (PT) — 85.039 votos
25. Ricardo Teobaldo (Podemos) — 59.951 votos

O PSB conquistou a maior bancada pernambucana na Câmara, com quatro deputados. Podemos e PT elegeram três cada. PL, União Brasil, Republicanos, PP e PSD ficaram com duas cadeiras cada. PSOL, Novo, MDB, Avante e PV elegeram um representante cada.

Dos 25 deputados escolhidos, 13 foram reeleitos e seis são mulheres. A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027.

A composição final também evidencia uma característica do sistema proporcional: a ordem dos eleitos não corresponde necessariamente aos 25 candidatos com maior votação nominal, porque a distribuição das vagas depende do desempenho das legendas e federações.

Fonte: O Globo/TSE
Foto: Reprodução

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Flávio Marques deu maior votação a Raquel do que ela teve em Caruaru

 

O prefeito de Tabira, Flávio Marques, do PT, comprou uma briga interna com o partido e decidiu apoiar a governadora Raquel Lyra, sob argumento de que de fato ela olhou para a Cidade das Tradições.

No fim das contas, Flávio deu uma das maiores vitórias proporcionais a Raquel Lyra, com 76,32% dos votos válidos. Para se ter uma ideia, na terra de Raquel, Caruaru, ela teve 75,22%.

Só não foi maior que cidades como Santa Cruz do Capibaribe, onde o prefeito Helinho Aragão e outros apoiadores deram 83,25% a Raquel.

Flávio ainda viu majoritários os senadores Marília e Humberto e seus deputados, Carlos Veras e Bruno Marques.

A vitória também o consolidou como liderança majoritária com folga, em uma cidade com votações recentemente apertadas. A eleição de ontem projeta um cenário favorável para 2028.

#flaviomarques

Os prefeitos que ficaram entre os que mais deram votos a Raquel no Sertão


Além de Flávio Marques (Tabira), outros prefeitos sertanejos deram uma votação acima da média que Raquel teve em Pernambuco, além de fazer seus Deputados majoritários.

Em percentuais pró Raquel se destacaram nomes como Fabinho Lisandro (67,8%), Gilson Bento (64,17%), Fredson Britto (63,2%), Pollyana Abreu (61,6%) e Luciano Bonfim (61,2%).

“O governo começa amanhã”, diz Raquel Lyra após reeleição em Pernambuco


Após ter a reeleição confirmada para o Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) afirmou que pretende retomar imediatamente a agenda administrativa e disse que o segundo mandato será voltado à continuidade das ações da atual gestão. A governadora venceu a disputa deste domingo (4) no primeiro turno, com 2.805.438 votos, o equivalente a 53,27% dos votos válidos.

Ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD), também reeleita, Raquel concedeu entrevista após a divulgação do resultado e agradeceu a votação recebida. A governadora afirmou que pretende responder ao resultado das urnas com a continuidade do trabalho no Estado.

“É com essa gratidão do povo de Pernambuco que eu tenho de dizer que eu vou retribuir toda a confiança que nos foi dada com ainda mais trabalho, mais entrega e mais cuidado”, declarou.

Durante a entrevista, Raquel citou como prioridades para os próximos anos áreas como educação e abastecimento de água e afirmou que não pretende esperar o início formal do novo mandato para dar continuidade às ações do governo.

“Para que cada criança esteja na creche, para que toda casa tenha direito à água na torneira e a gente vai fazer porque nós já estamos fazendo. E é com essa convicção que eu digo a vocês que o governo não começa no dia 1º de janeiro. Começa amanhã. Exatamente amanhã”, afirmou.

Raquel também atribuiu o resultado à atuação desenvolvida durante o primeiro mandato e à presença da campanha nas diferentes regiões de Pernambuco.

“Venceu aqui o trabalho, a entrega e a verdade. A gente sempre fez política no chão, olhando o olho no olho das pessoas, onde quer que a gente estivesse. Nos Sertões, nos Agrestes, nas Zonas das Matas e na Região Metropolitana do Recife”, disse.

Em 2022, Raquel tornou-se a primeira mulher eleita para o Governo de Pernambuco. Com o resultado deste domingo, conquistou um segundo mandato consecutivo à frente do Executivo estadual. Priscila Krause permanece como vice-governadora.

Raquel acompanhou a apuração no Recife, na casa de familiares, ao lado de Priscila, dos filhos João e Nando, dos pais João Lyra Neto e Mércia Lyra e das irmãs Paula e Nara.

Depois da entrevista coletiva, a governadora seguiu em carreata até o Marco Zero, no Recife, onde participou de uma comemoração organizada após a confirmação do resultado.

Foto: Miva Filho, Hesíodo Góes e Yacy Ribeiro

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sábado, 3 de outubro de 2026

Urna eletrônica completa 30 anos com novas funções de acessibilidade e segurança

A urna eletrônica completa 30 anos em 2026 consolidada como o principal instrumento de votação no Brasil. Utilizado pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, o equipamento passou por sucessivas mudanças tecnológicas e, neste ano, chega ao pleito com novos recursos de acessibilidade e orientação ao eleitor.

O desenvolvimento do sistema começou em 1995, com a participação de especialistas de diferentes órgãos públicos. Na estreia, em 1996, a votação eletrônica foi adotada parcialmente e o equipamento recebeu oficialmente o nome de Coletor Eletrônico de Votos (CEV).

A utilização foi ampliada nos anos seguintes. A partir das eleições municipais de 2000, todos os eleitores brasileiros passaram a votar eletronicamente.

Ao longo das três décadas, o equipamento incorporou diferentes recursos. Em 1998, passou a apresentar a fotografia dos candidatos. Em 2002, foram instituídos a cerimônia pública de lacração dos sistemas e o teste de integridade. Dois anos depois, os códigos-fonte começaram a ser submetidos a auditorias.

A identificação biométrica começou a ser utilizada em 2006 e posteriormente foi ampliada pelo país. Em 2022, uma nova geração das urnas aumentou em 18 vezes a capacidade de processamento e incorporou tela sensível ao toque no terminal utilizado pelos mesários.

Para as eleições de 2026, o equipamento ganhou novos recursos. A tela apresenta intérprete de Libras para indicar voto nulo, voto em branco e voto de legenda, além de uma barra que mostra o avanço do processo de votação. A urna também informa a quantidade de dígitos esperada para cada cargo.

Segurança e auditoria

Segundo a Justiça Eleitoral, o processo de votação passa por mais de 40 mecanismos de auditoria antes, durante e depois das eleições.

Para o pleito deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu em outubro de 2025 o acesso aos códigos-fonte dos sistemas para instituições autorizadas, entre elas partidos políticos, Polícia Federal e Ministério Público. A inspeção permaneceu disponível até a lacração dos sistemas, realizada em setembro.

Entre os procedimentos de fiscalização estão o Teste Público de Segurança, os testes de integridade, o Registro Digital do Voto (RDV), o Boletim de Urna e a publicação de arquivos relacionados aos resultados.

As urnas não são conectadas à internet nem possuem conexão por Wi-Fi ou Bluetooth. Depois do encerramento da votação, os votos são armazenados em mídia com dados criptografados e protegidos por assinatura digital.

Cada equipamento também imprime o Boletim de Urna, documento que apresenta o resultado daquela seção eleitoral e permite a comparação com os dados posteriormente recebidos pelo sistema de totalização.

De acordo com a Justiça Eleitoral, não houve registro de fraude comprovada envolvendo a urna eletrônica ao longo dos 30 anos de utilização do sistema.

Antes da informatização, a votação era feita por meio de cédulas de papel e a apuração manual podia levar vários dias. Entre as fraudes registradas nesse período estava a chamada “urna grávida”, quando cédulas já preenchidas eram colocadas na urna antes do início da votação.

O Brasil não é o único país que utiliza tecnologia eletrônica nas eleições. Segundo a Agência Brasil, pelo menos 34 países utilizam ou já utilizaram algum tipo de sistema eletrônico para computar votos, e 17 adotam urnas eletrônicas em diferentes graus.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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