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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Cresce quase 50% o número de eleitores com deficiência e de seções com acessibilidade em 2026

 Cresce quase 50% o número de eleitores com deficiência e de seções com acessibilidade em 2026

De acordo com o TSE, para acompanhar o aumento do eleitorado, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o voto com autonomia e segurança

As Eleições 2026 contarão com o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência já registrado pela Justiça Eleitoral. Dados do perfil do eleitorado divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (20) mostram que 1.963.551 pessoas com deficiência estão aptas a votar no pleito deste ano, um crescimento de 42,5% em relação às Eleições Gerais de 2022, quando esse público somava 1.377.787 eleitores

Para acompanhar esse aumento, a Justiça Eleitoral ampliou a estrutura destinada a garantir o exercício do voto com autonomia e segurança. O número de seções eleitorais principais com acessibilidade passou de 156.296, em 2022, para 223.587 em 2026, um crescimento de 43%. 

A ampliação das seções acessíveis faz parte das ações permanentes da Justiça Eleitoral para promover a inclusão e assegurar que eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida possam exercer plenamente o direito ao voto. 

Perfil do eleitorado com deficiência 

Entre as pessoas com deficiência aptas a votar nas Eleições 2026, o maior grupo é formado por eleitoras e eleitores classificados na categoria “Outros”, que reúne 994.472 pessoas, correspondendo a 45,46% do total. 

Na sequência aparecem: 

  • Deficiência de locomoção: 617.996 eleitoras e eleitores (28,31%); 
  • Deficiência visual: 319.489 (14,61%); 
  • Deficiência auditiva: 182.341 (8,32%); 
  • Dificuldade para o exercício do voto: 64.851 (2,97%). 

Em comparação com 2022, todos os principais grupos, com exceção da categoria “dificuldade para o exercício do voto”, registraram crescimento. O número de eleitoras e eleitores com deficiência visual, por exemplo, passou de 214.088 para 319.489, aumento de aproximadamente 49%. Já o eleitorado com deficiência auditiva cresceu de 118.213 para 182.341, alta de cerca de 54%, enquanto as pessoas com deficiência de locomoção passaram de 488.475 para 617.996, crescimento de 26,5%. 

Mais acessibilidade no dia da votação 

Além da expansão das seções acessíveis, a Justiça Eleitoral disponibiliza uma série de recursos para garantir maior autonomia às pessoas com deficiência durante a votação. A urna eletrônica conta com sistema de áudio para pessoas com deficiência visual, teclado em braile, identificação tátil nas teclas e compatibilidade com tecnologias assistivas.

No momento do atendimento eleitoral, a eleitora ou o eleitor também pode informar eventual deficiência ou necessidade específica, permitindo que a Justiça Eleitoral organize a infraestrutura necessária para oferecer melhores condições de acesso no dia da eleição. 

Essas medidas reforçam o compromisso da Justiça Eleitoral com a inclusão e com a garantia do direito ao voto de todas as cidadãs e de todos os cidadãos, tornando as Eleições 2026 as mais acessíveis da história do país. 

Gestão dos espaços 

A Justiça Eleitoral mantém o registro consolidado dos locais de votação que dispõem de pelo menos uma seção eleitoral com acessibilidade. Contudo, a gestão física, estrutural e predial desses imóveis — em sua maioria pertencentes a redes de ensino públicas ou parceiros privados — não compete diretamente à Justiça Eleitoral.  

Em razão disso, as condições de acessibilidade nas seções são dinâmicas: reformas ou alterações estruturais promovidas pelos proprietários dos imóveis podem tanto conferir acessibilidade a novas seções quanto comprometer estruturas antes consideradas acessíveis. 

Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e suas respectivas zonas eleitorais realizam vistorias periódicas para atualizar o diagnóstico detalhado de cada localidade. 

No momento da votação, mesmo que não tiver sido feito nenhum requerimento, eleitoras e eleitores ainda podem informar à mesária ou ao mesário que suas condições demandam acessibilidade. A Justiça Eleitoral providenciará possíveis soluções. 

Também é possível contar com a ajuda de alguém de confiança, desde que a presença de acompanhante seja imprescindível para a votação e a pessoa escolhida não esteja a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou de coligação. Caso seja autorizada a entrada pela mesária ou pelo mesário presidente da mesa receptora de votos, tal pessoa poderá entrar na cabine e digitar os números na urna eletrônica. 

FONTE: Comunicação Social do TSE – Tribunal Superior Eleitoral

CRÉDITO/IMAGEM: Seção acessível para eleitores com deficiência. Foto: Antonio Augusto/TSE

Fonte https://diariopcd.com.br/cresce-quase-50-o-numero-de-eleitores-com-deficiencia-e-de-secoes-com-acessibilidade-em-2026/

Postado Pôr Antônio Brito 

 

Discriminar pessoa com deficiência é crime desde 2015: por que tão poucos são condenados por isso

 Discriminar pessoa com deficiência é crime desde 2015: por que tão poucos são condenados por isso - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Por que o artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão existe, mas raramente pune alguém

Desde 2015, discriminar uma pessoa por causa de sua deficiência é crime no Brasil. O artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão prevê reclusão de um a três anos, e multa, para quem pratica, induz ou incita esse tipo de discriminação. Se o ato ocorrer por meio de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, a pena sobe para dois a cinco anos. É um tipo penal específico, criado justamente porque, antes da lei, não existia crime autônomo para esse tipo de conduta no Brasil, e episódios de discriminação precisavam ser encaixados, com dificuldade, em crimes genéricos como injúria ou difamação.

Não existe, até onde consegui confirmar, uma estatística nacional pública que diga quantas condenações esse artigo já gerou desde 2015. Isso já é revelador por si só: um crime específico, criado há quase dez anos, sem número oficial de aplicação amplamente divulgado. Mas a jurisprudência disponível mostra um padrão consistente que ajuda a entender por quê esse tipo penal enfrenta tanta dificuldade para se traduzir em condenação.

O obstáculo que aparece repetidamente nos julgados

Em uma apelação criminal julgada por um tribunal estadual, o Ministério Público recorreu contra a absolvição de uma pessoa acusada de incitar discriminação contra pessoas com deficiência por meio de uma publicação em rede social. O tribunal manteve a absolvição, e o fundamento é revelador: o crime do artigo 88 exige comprovação inequívoca do dolo específico, ou seja, a vontade consciente e deliberada de discriminar em razão da deficiência. A mera repercussão negativa de uma publicação, mesmo que ofensiva, não basta. Diante de dúvida razoável sobre a real intenção de quem publicou, prevaleceu o princípio constitucional do in dubio pro reo.

Esse não é um caso isolado. Em outro processo, envolvendo a publicação de uma piada em um show de stand-up comedy no Instagram, a controvérsia girou em torno da competência para julgar o caso, mas o pano de fundo era o mesmo: humor, ironia e ambiguidade de contexto tornam extremamente difícil provar, além de dúvida razoável, que havia intenção deliberada de discriminar.

Em contraste, há também casos de condenação, mas eles tendem a envolver situações em que a discriminação foi explícita e direta, sem ambiguidade possível. Um tribunal condenou uma mulher pela prática do crime do artigo 88 combinado com injúria, depois que ela ofendeu diretamente uma aluna com deficiência intelectual, além de servidores públicos, em um contexto em que a autoria e o dolo discriminatório ficaram comprovados por boletim de ocorrência, depoimentos e prova oral direta.

O padrão que emerge dessas decisões é claro: quando a discriminação é textual, direta e sem espaço para outra interpretação, a condenação acontece. Quando ela é sutil, ambígua, ou embutida em humor, ironia ou comentário genérico, o crime praticamente se torna impossível de provar.

Uma fragilidade estrutural, não só probatória

Existe ainda um segundo problema, de natureza processual, apontado por comentaristas do próprio Estatuto da Pessoa com Deficiência. Como a pena mínima do artigo 88, em sua forma simples, não ultrapassa um ano, o crime admite suspensão condicional do processo, prevista no artigo 89 da Lei nº 9.099/95. Na prática, isso significa que, mesmo quando o Ministério Público consegue oferecer denúncia, o processo pode ser suspenso mediante certas condições, sem necessariamente chegar a uma condenação formal e a uma pena efetivamente cumprida.

Some-se a isso outro fator técnico: juristas que comentam o dispositivo apontam que a relação entre o artigo 88 da LBI e os crimes específicos previstos na Lei nº 7.853/89 (lei anterior, de apoio à pessoa com deficiência) é de gênero e espécie. Isso quer dizer que, antes de aplicar o artigo 88, o operador do direito precisa verificar se a conduta já não se encaixa em um dos tipos mais específicos da lei de 1989, o que adiciona uma camada extra de complexidade técnica à já difícil tarefa de provar o dolo discriminatório.

Por que ter a lei não é o mesmo que ela funcionar

O que esse conjunto de decisões e comentários jurídicos revela é uma distância entre a existência formal do crime e sua efetividade prática. O artigo 88 nasceu de um objetivo claro, declarado pela própria doutrina penal: tutelar a dignidade da pessoa com deficiência e dar resposta penal a condutas que, antes, ficavam impunes ou mal enquadradas em outros tipos penais. Mas um crime que exige prova de intenção específica, que compete com um regime de suspensão condicional que dispensa condenação formal, e que só se aplica com clareza em casos de discriminação explícita e sem ambiguidade, acaba deixando de fora justamente a forma mais comum de discriminação capacitista: aquela que se disfarça de brincadeira, de opinião, ou de comentário “sem querer ofender”.

Talvez o problema mais honesto a reconhecer seja este: criar um tipo penal específico foi um avanço simbólico e jurídico importante. Mas a experiência de quase dez anos de aplicação sugere que a lei, sozinha, não resolve o problema que pretendia enfrentar. Ela deu nome ao crime. Não deu, na mesma medida, instrumentos para prová-lo.

 

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

 

Fonte

https://diariopcd.com.br/discriminar-pessoa-com-deficiencia-e-crime-desde-2015-por-que-tao-poucos-sao-condenados-por-isso/

 

Postado Pôr Antônio Brito 

 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Fredson assina termo para receber Agência do Trabalho que vai ampliar oportunidades para emprego e empreendedorismo

 

Prefeito Fredson assina termo para receber Agência do Trabalho que vai ampliar oportunidades para emprego e empreendedorismo

São José do Egito passou a contar com uma Agência do Trabalho de Pequeno Porte, fruto da parceria entre a Prefeitura Municipal e o Governo de Pernambuco. O novo equipamento fortalece as políticas públicas de geração de emprego, qualificação profissional e apoio ao empreendedorismo.

A princípio, a Agência do Trabalho funcionará nas dependências do Centro de Inclusão Digital, onde também está instalada a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, facilitando o acesso da população aos serviços.

Durante a solenidade, também foi firmado o Termo de Cooperação entre a Prefeitura, a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco (SEDEPE) e a Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), ampliando as ações voltadas aos empreendedores, às agroindústrias e à agricultura familiar.

O prefeito Fredson Brito destacou a importância da conquista. “Receber essa Agência do Trabalho representa mais uma grande conquista para São José do Egito. Essa parceria com a governadora Raquel Lyra tem rendido importantes resultados para nossa população, aproximando oportunidades de emprego, qualificação profissional e fortalecimento da nossa economia.”, afirmou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Pedro Lira, ressaltou que o novo equipamento amplia a oferta de serviços para trabalhadores e empreendedores. “A Agência do Trabalho chega para fortalecer o desenvolvimento econômico do município, oferecendo mais oportunidades para quem busca uma vaga no mercado, qualificação profissional e apoio ao empreendedorismo. É mais um importante serviço colocado à disposição da população.”, destacou.

nilljunior.com.br

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Diagnóstico de TEA em crianças crescem entre 6% e 10% ao ano em diversos países, aponta relatório da OECD

 Diagnóstico de TEA em crianças crescem entre 6% e 10% ao ano em diversos países, aponta relatório da OECD

Especialista em Alfabetização de Educandos com Deficiência pela UFSCar e MBA em Gestão Escolar pela USP, Carla Costa explica que a procura por acompanhamento psicopedagógico geralmente ocorre quando surgem sinais de dificuldades na aprendizagem, na autonomia, na participação escolar ou no comportamento infantil.

A média anual de crianças diagnosticadas com o ‘Transtorno do Espectro Autista’ (TEA) vem sendo acompanhada por autoridades internacionais. Segundo o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), os índices de TEA em crianças registraram um crescimento médio anual de 6% a 10%, em diferentes países da Europa, América e Oriente Médio. 

Ainda de acordo com o relatório “Policy Responses to Rising Autism Diagnoses in Childhood”, da OECD, o número de crianças e jovens diagnosticados com TEA aumentou de duas a quatro vezes em onze países, durante um período de 15 anos. 

Esse diagnóstico é frequentemente percebido pelos pais ou irmãos, que notam os primeiros sinais em 56% dos casos, segundo o Mapa Autismo Brasil (2026). A partir desse reconhecimento, muitas famílias iniciam um processo de compreensão das necessidades da criança, buscando apoio de profissionais da saúde e da educação para promover sua participação, autonomia, aprendizagem e qualidade de vida nos diferentes contextos em que está inserida. 

Segundo a psicopedagoga e orientadora parental com mais de uma década de atuação na área da educação, Carla Costa, as famílias começam a buscar acompanhamento psicopedagógico quando notam sinais de interferência na aprendizagem, autonomia, comportamento ou participação da criança em diferentes ambientes. “No caso de muitas crianças autistas, além das características centrais do TEA, também podem estar presentes desafios relacionados às funções executivas, como manter a atenção, organizar tarefas, seguir rotinas, planejar ações, monitorar o próprio comportamento e lidar com mudanças ou frustrações. Essas dificuldades costumam impactar diretamente a participação escolar e a vida cotidiana”, explica. 

Embora o quadro de TEA seja evidenciado logo na primeira infância, com 51% dos casos registrados entre crianças de 0 a 4 anos, é necessário acompanhamento ao longo das etapas de desenvolvimento. Para se ter uma noção, ainda segundo o Mapa Autismo Brasil, cerca de 28% das crianças com TEA completam a educação infantil; 14% o ensino fundamental I; 4% o ensino fundamental II; e 2,8% completam o ensino médio. 

“Inclusão não significa apenas garantir a matrícula do estudante na escola regular, mas assegurar sua participação efetiva, sua aprendizagem e seu pertencimento ao ambiente escolar. Na prática, muitos profissionais da educação desejam promover uma inclusão de qualidade, mas enfrentam dificuldades relacionadas à formação contínua, ao acesso a estratégias pedagógicas adequadas e ao suporte técnico para lidar com a diversidade presente nas salas de aula. A inclusão exige conhecimento sobre desenvolvimento infantil, aprendizagem, adaptações pedagógicas, acessibilidade e diferentes formas de participação dos estudantes. Ainda existe a expectativa de que a criança precise se adaptar ao modelo já existente, quando, na realidade, é a escola que deve estar preparada para acolher diferentes formas de aprender, comunicar-se, interagir e participar”, reforça a especialista. 

Especializada na “Alfabetização de Educandos com Deficiência” pela UFSCar, com MBA em Gestão Escolar pela USP, Carla explica que todo processo começa com uma escuta cuidadosa da realidade familiar, desde a dinâmica com os pais até as características da criança e o contexto em que ela está inserida. A partir daí, é possível traçar rotinas saudáveis que funcionam como uma estrutura organizadora, auxiliando a criança a desenvolver autonomia, responsabilidade e autorregulação. 

“É por meio da repetição das experiências cotidianas, logo na primeira infância, que a criança aprende a reconhecer padrões, compreender expectativas, criar hábitos e desenvolver habilidades importantes para a vida, que vão auxiliar a caminhada junto aos pais nas circunstâncias futuras: escolaridade, trabalho e qualidade de vida. Fato é que o Brasil e o mundo ainda estão muito aquém na sua caminhada de inclusão para crianças e adolescentes diagnosticados com TEA, e é aí que entra a psicopedagogia, no papel de compreender como cada pessoa aprende e identificar os fatores que podem estar favorecendo ou dificultando esse processo. Dessa forma, podemos melhorar a qualidade de vida dos pequenos”, conclui Carla

Fonte https://diariopcd.com.br/diagnostico-de-tea-em-criancas-crescem-entre-6-e-10-ao-ano-em-diversos-paises-aponta-relatorio-da-oecd/

Postado Pôr Antônio Brito 

domingo, 19 de julho de 2026

Prefeitura de Tabira entrega mais uma rua pavimentada e assina Ordem de Serviço para Academia da Saúde

 

Na noite desta sexta-feira (17), a Prefeitura de Tabira realizou mais uma edição do Sextou com Inauguração, marcada pela entrega da pavimentação da Rua João Salvino Liberal, importante via de ligação entre os bairros Granja e Barreiros I. A obra atende a um antigo desejo da população e garante melhores condições de acesso para quem vive e circula pela localidade.

Na ocasião, o prefeito Flávio Marques também assinou a Ordem de Serviço para a construção da Academia da Saúde Neci Marques do Amaral, que será implantada na mesma rua.

A Academia da Saúde leva o nome da avó do prefeito, falecida em 2024, aos 94 anos. Muito querida pelos tabirenses, Dona Neci foi exemplo de alegria e disposição. Integrante do Grupo Renascer da Terceira Idade, manteve o hábito de dançar forró até os últimos anos de vida. A homenagem traduz a proposta do equipamento público: incentivar hábitos saudáveis, a prática de atividades físicas e a promoção da qualidade de vida.

Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi a reprodução de um áudio gravado por Dona Neci, em 2020, no qual ela expressava o sonho de ver o neto se tornar prefeito de Tabira para melhorar a vida das pessoas. A homenagem emocionou familiares e o público presente.

A pavimentação da Rua João Salvino Liberal recebeu investimento de R$ 448.158,97. Já a construção da Academia da Saúde Neci Marques do Amaral contará com investimento de R$ 197.638,70, totalizando mais de R$ 645 mil em recursos próprios do Município.

Com mais uma obra entregue e a construção de um novo equipamento público autorizada, a Prefeitura de Tabira reafirma o compromisso de seguir investindo em infraestrutura, saúde e qualidade de vida para a população.

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Tuparetama celebra o Dia Municipal da Poesia com a 5ª edição do Congresso de Repentistas Valdir Teles Vive

 

Neste sábado, 18 de julho, Tuparetama volta a ser palco da poesia de improviso com a 5ª edição do Congresso de Repentistas Valdir Teles Vive. A partir das 19h, no Espaço Cultural da Academia das Cidades, o público será convidado a celebrar a memória e o legado de um dos maiores mestres da cantoria de viola nordestina.

O palco reunirá grandes nomes da cantoria de viola e do improviso: Raimundo Caetano e Jonas Bezerra, Felipe Pereira e André Santos, Jairo Silva e Jeferson Silva, Ismael Pereira e Diomedes Mariano, além de Aryel Freire e Alex Luna.

A noite também contará com as participações especiais de Ivanildo Vila Nova, Zé Cardoso e Marquinhos da Serrinha. A apresentação da 5ª edição do congresso ficará por conta de Felizardo Moura, com a participação dos declamadores Lima Júnior e Iponax Vila Nova.

Realizado com o apoio do Governo Municipal e da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, o congresso chega à sua 5ª edição reafirmando que o legado de Valdir Teles continua inspirando novas gerações.

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Coluna do Domingão: novela “O direito de disputar” termina essa semana?

 

O cenário político pernambucano assiste há semanas a novela em torno de qual será o segundo nome no bloco da governadora Raquel Lyra para a disputa ao Senado,  dada a certeza de que a primeira vaga na disputa é de Túlio Gadelha.

A cada capítulo,  mais perguntas que respostas. Hora a tendência aponta que o ungido será Miguel Coelho,  hora os ventos sopram em favor de Eduardo da Fonte. Na imprensa,  muitas especulações,  frases ou informações plantadas por um lado ou outro tentando fortalecer ou prejudicar os nomes na disputa.

Essa semana que passou, a impressão é de que a tendência apontava um favoritismo e escolha definitiva de Miguel. A experiente jornalista Betânia Santana afirmou que, em conversa com algumas pessoas na noite da terça (14), a governadora de Pernambuco teria afirmado durante evento no Recife, que o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) seriam seus candidatos ao Senado.

“Com a decisão, tomada a menos de 20 dias da convenção estadual do partido, a chefe do Executivo resolve o impasse que a Federação União Progressista não conseguiu desfazer”, chegou a dizer no Blog da Folha.

Mas os dias seguintes mostraram o enterro do projeto de Eduardo da Fonte voltando da porta do cemitério. Raquel recebeu a sinalização de outras lideranças alinhadas a Dudu sinalizaram não aceitar o fim das articulações.

Da Fonte rechaçou a possibilidade: “A Federação União Progressista só irá apresentar um nome para concorrer ao Senado Federal e já reuniu a executiva, que por maioria absoluta já fez a indicação do nome do deputado federal Eduardo da Fonte. Esse nome vai ser referendado pela convenção partidária da federação”, destacou.

De sexta pra cá, Eduardo esteve com Raquel e Túlio no Festival Pernambuco Meu País de Pesqueira e viu o AVANTE declarar apoio ao seu projeto. Miguel manteve as articulações e a certeza de que será o ungido. A questão envolve até gestores envolvidos em projeto ou outro. O gestor de Surubim,  Cléber Chaparral condiciona seu apoio a Raquel à definição pró Miguel.

“Tenho um líder, que se chama Miguel Coelho. Juliana [sua esposa e pré-candidata a deputada federal pelo União] tem essa parceria com Miguel e estamos aguardando essa definição para vermos qual decisão iremos tomar daqui para frente”, afirmou.

O final feliz parece desafiador: definir um nome sem desagradar o outro. O caminho passa ou pela reacomodação do preterido,  com a oferta da vaga de vice, por exemplo,  ou pela arrumação que envolva lideranças da Federação,  do Progressistas e do União Brasil,  passando por Ciro Nogueira e Antônio Rueda. Essa necessidade se dá principalmente porque em uma eleição tão apertada até segunda ordem,  pra Raquel,  não dá pra soltar a mão de ninguém.

Nenhuma novidade

Em Serra, o anúncio do apoio de Allan Pereira a Fernando Monteiro já havia sido cravado com sua ida para o bloco da prefeita Márcia Conrado e do pré-candidato Breno Araújo. Não havia ambiente para manter o compromisso anterior com Waldemar Oliveira,  que o acusa de quebra de palavra.

A pergunta 

Em Afogados,  nomes da Frente Popular a partir do prefeito Sandrinho Palmeira não digeriram a migração de Rivelton Santos para a oposição depois de anos ocupando espaços políticos e de poder Frente Popular. “Traidor” foi o nome mais suave. Uma dúvida que ficou foi: o que Rivelton teria pedido a Sandrinho para manter apoio aos candidatos do prefeito, a ponto de Palmeira usar a expressão “leilão”? O blog tentou mas não conseguiu a informação.

Outro lado

Rivelton rechaçou a alegação de que teria promovido um leilão e disse que construiu a aliança com Danilo por não estar satisfeito com o tratamento dado pelo gestor. “Sou um homem de posição, íntegro e honrado, não sou de leilão, não estávamos satisfeitos com o tratamento que estava sendo dado a nós dois, então escolhemos traçar novos rumos”, concluiu.

Estratégia

Danilo Simões precisava de um nome com mais capilaridade para dar mais robustez à sua disputa contra a Frente Popular e para não ver seu estadual,  Romero Sales,  perder muito terreno para o fogo amigo,  já que Zé Negão e Edson Henrique estão com Marconi Santana. Daí a importância de um suplente na casa dos 800 votos como Rivelton Santos.

O grande encontro

Rivelton Santos, formalizou oficialmente seu apoio político a Danilo Simões e Romero Sales Filho, bem como à campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra em um encontro no Recife. O suplente de vereador pelo PP, Rafael da Água, também esteve presente. A foto foi publicada pelo blogueiro Júnior Finfa.

Tira teima

O advogado Emílio Duarte detalhou como funciona o rito na Federação União Progressista caso haja impasse na estadual entre Miguel Coelho e Eduardo da Fonte ou decisão a ser cassada pela nacional. Só pode haver deliberação em consenso. Ou seja, Antônio Rueda e Ciro Nogueira precisarão se entender.

Bivar na suplência

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco aprovou a indicação do deputado Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência da candidatura de Humberto Costa ao Senado Federal. A decisão foi referendada ontem em Bom Conselho.

Opção

O grupo político do deputado Waldemar Borges (1958-2026) em Gravatá anunciou, neste sábado (18), que apoiará a reeleição do deputado estadual Sileno Guedes (PSB) e do deputado federal Pedro Campos (PSB). A aliança tem o objetivo de garantir a unidade do partido na cidade, o fortalecimento do nome de João Campos (PSB) como pré-candidato a governador e a manutenção do legado de Wal, falecido no início de julho, aos 67 anos. Com a decisão, a vereadora Ninha Professora (PSB), que iria disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alepe), retira sua pré-candidatura.

Raquel e seus dois candidatos 

Tem sido curioso acompanhar a agenda de Raquel com Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. Na sexta-feira,  a governadora esteve com o nome do Progressistas em Pesqueira. Já neste sábado,  com Miguel Coelho na Serenata da Recordação em Santa Maria da Boa Vista.

Cidade cortejada 

Marconi Santana cumpriu agenda em São José do Egito, onde circulou na feira livre, deu entrevista à Cultura FM e ainda teve encontro com Dr. Júnior, prefeito de Ouro Velho (PB). Quem também passou pela cidade foi o pré-candidato Breno Araújo, do PT, que esteve na Festa Universitária com aliados.

Interinidade

O vice-prefeito de Arcoverde,  Weverton Siqueira,  o Siqueirinha,  assume o município por dez dias após a licença de Zeca Cavalcanti para um período de descanso alegando o ritmo que teve no São João e nas pautas administrativa e política. Período bem menor de quando assumiu em 2021. Wellington foi afastado em fevereiro daquele ano pelo TRE por abuso de poder político e econômico e só teve a cassação revertida em maio, com decisão de Alexandre de Moraes. Siqueirinha era o presidente da Câmara e assumiu interinamente.

A caneta vadiou

Politicamente o período também representou o afastamento entre Siqueirinha e LW. O prefeito em exercício começou a rifar nomes que eram ligados ao gestor e o clima azedou. Despachou o vice-prefeito Israel Rubis, que era Secretario de Serviços Públicos e Meio Ambiente, e a sobrinha do prefeito ora cassado, Janinne Maciel, para nomear o advogado Edilson Xavier.

Decisão

O blog buscou saber qual a previsão para o julgamento no TRE da ação contra a chapa Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares. A decisão do Tribunal pode reverter a decisão de primeira instância mantendo a dupla no poder ou gerar a necessidade de novo pleito. Segundo um especialista ao blog, uma previsão razoável é de que o caso entre na pauta entre agosto e setembro.

Frase da semana:

“Recebo todos os dias dezenas de pedidos de fotos”.

De Flávio Bolsonaro,  na primeira das quatro versões para a foto com Luis Phillipi Machado,  o Sicário,  braço armado de Vorcaro,  provavelmente em um churrasco em hotel do Rio.

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