quinta-feira, 21 de junho de 2012

CORAÇÃO NÃO GOSTA DE SOLIDÃO

Em tempos de internet e de pessoas com alguns milhares de “amigos”, estudos sobre solidão chamam atenção.  Especialmente se eles revelam, por exemplo, que viver sozinho aumenta o risco de morte por problemas cardíacos, como publicado na edição online da revista “Archives of Internal Medicine”.
Na realidade fica claro que quantidade não é qualidade e virtual não é real. Ter muitos amigos nas redes sociais pode, até, ao contrário, revelar um alto grau de solidão, pois não há uma relação mais próxima com nenhum deles.
O estudo, feito pela equipe do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, analisou os riscos cardiovasculares em âmbito internacional, com uma base de dados de 44.573 participantes do Registro internacional de Aterotrombose para Saúde Continuada. Aquelas pessoas que apresentavam aterosclerose o risco de contraí-la foram acompanhadas por até quatro anos. Nesse período verificou-se a incidência de problemas cardiovasculares.
Do total 19% viviam sozinhos. Segundo os cruzamentos dos pesquisadores, aqueles que tinham aterosclerose e viviam sozinhos tiveram taxas maiores de morte no período, quando comparados aos que não viviam sozinhos, 14,1% contra 11,1%. Do mesmo jeito, a morte provocada especificamente por problemas cardiovasculares também aconteceu mais entre os que viviam sozinhos, 8,6% contra 6,8%, respectivamente.
Ao analisarem os participantes com idade entre 45 e 80 anos, aqueles que viviam sozinhos apresentavam uma mortalidade e um risco de morte por motivos cardiovasculares maior, do que o que não viviam sozinhos. O risco para os que têm mais de 80 anos, pelo menos do ponto de vista cardíaco não aumenta.
No entanto, morar sozinho é um problema mais grave nos idosos, que desacompanhados correm riscos maiores de sofrerem quedas ou, mesmo de não fazerem uso correto de medicamentos.
Os motivos de quem vive sozinho, no entanto, variam. A solidão deve ser mais encarada como um sentimento. Muitos moram sozinhos, mas não estão em estado de solidão. Outros moram com muitos e se sentem sós. Mas esse não é foco deste artigo.  Viver só pode ser uma opção e muitos sabem com maestria equilibrar os momentos de isolamento com os de convivência com amigos e família.
Para o ser humano não existe receita pronta.

Fonte: http://jblog.jb.com.br/asuasaude/

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