segunda-feira, 28 de novembro de 2016

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA E SUA RELAÇÃO COM A SAÚDE BUCAL



O acesso da pessoa com deficiência no SUS deve acontecer
como ocorre para todo e qualquer paciente, ou seja, por meio da
atenção básica. Para tanto, os serviços devem se organizar a fim de
ofertarem atendimento prioritário no âmbito da atenção primária,
considerada um campo importante na ótica da inclusão e dos direitos
de cidadania da pessoa com deficiência (OTHERO; DALMASO, 2009)
e, por meio da Estratégia Saúde da Família, realizarem uma busca
criteriosa desses usuários, visando cadastrá-los e definir as ações
para garantir seu atendimento.
A assistência odontológica acompanhada de procedimentos
anestésicos e outros deve acontecer somente em casos específicos,
e o atendimento em regime ambulatorial especial ou em regime de
internação, somente deve ocorrer quando a natureza da sequela
assim o exigir.

QUAL O PAPEL DA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL (ESB)
NO ATENDIMENTO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA?
O atendimento odontológico aos pacientes com deficiência
possui características peculiares, no qual a produtividade não deve
ser avaliada em termos quantitativos (GONÇALVES; KOERICH, 2004).
Assim, cabe à ESB atender esses usuários em níveis crescentes
de complexidade, e, nesse sentido, acolher, prestar assistência às
queixas, orientar para a realização de exames complementares,
acompanhar a evolução de cada caso e encaminhar para as unidades
de atenção especializada somente quando for necessário (BRASIL,
2010a). Além disso, devem dedicar atenção especial aos familiares
para que eles possam se tornar colaboradores no cuidado (informação
e prevenção) com esses pacientes.


COMO DEVE SER AS INTERVENÇÕES ODONTOLÓGICAS
NOS PACIENTES COM DEFICIÊNCIA?


As intervenções odontológicas devem acontecer de forma a
garantir que sejam as mais pertinentes ao quadro de cada usuário,
requerendo a elaboração de protocolos de atenção, com definição, em
cada nível, dos cuidados a serem tomados (de acordo com diagnóstico
médico, condições de saúde e tratamento, agravos associados,
limitações e capacidades individuais de cada paciente). Por requerer
uma atenção em todos os níveis de complexidade, impõe, portanto,
a necessidade de rigoroso trabalho integrado da equipe de saúde.

E PARA ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA NA MÉDIA E ALTA
COMPLEXIDADE, A QUEM RECORRER?
A oferta de serviços odontológicos especializados deve, preferentemente,
acontecer juntamente com os Centros de Especialidades
Odontológicas (CEOs), mas somente quando não houver condições
de atendimento na atenção básica.

E EM QUE SITUAÇÕES A PNSB RECOMENDA A ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA EM AMBIENTE HOSPITALAR E SOB ANESTESIA
 OU SEDAÇÃO?
Naquelas em que os usuários apresentem uma ou mais limitações
temporárias ou permanentes de ordem intelectual e física ...

Fonte: Ministério da Saúde.

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