Bets viciam tanto quanto crack. A diferença é que, enquanto você corre o risco de ser preso ou levar bala ao ir à boca comprar uma pedra, as casas de apostas e cassinos on-line estão a um clique de distância em seu smartphone. Neste momento, seu marido ou seu filho podem estar alimentando o vício, gastando as economias e fazendo dívidas de dentro da segurança da sua casa.
Considerando a dificuldade de proibir a jogatina de uma hora para outra, dada a quantidade de parlamentares que as bets têm no bolso no Congresso Nacional, o Brasil precisa urgentemente proibir toda e qualquer propaganda, tal qual aconteceu com o tabaco.
O assunto voltou mais forte com a proliferação de propagandas agressivas das Bets nas emissoras, em especial a Cazé TV.
As bets proliferam com anúncios agressivos, patrocínios milionários e a promessa de enriquecimento fácil. Pesquisa Datafolha aponta que 46% dos brasileiros que apostam em bets e cassinos on-line fazem isso para obter renda extra e ajudar a pagar as contas.
Não é difícil entender por que essa tragédia se multiplica como praga em solo brasileiro. O negócio é simples: oferecer ao trabalhador a ilusão de que pode transformar sua vida. O que não se diz é que a esmagadora maioria perde – e perde muito. Tudo isso alimenta um sistema que drena recursos de quem não tem para engordar quem já está nadando em dinheiro e seus aliados políticos.
Falo sobre isso no meu comentário de hoje para as rádios Itapuama FM, Pajeú e Cultura FM de Serra Talhada:
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