
Em um encontro durante o Carnaval de Recife, o professor e comunicador Jones Manoel e o deputado estadual João Paulo (PT) — amplamente lembrado como o prefeito que consolidou o modelo multicultural e descentralizado da folia na capital pernambucana — subiram o tom contra a onipresença das casas de apostas online, as chamadas “bets”, na festa popular.
Para João Paulo, o avanço das bets representa uma ameaça direta à economia doméstica das famílias mais vulneráveis. O deputado criticou o que chama de “envenenamento” da população:
“Essas bets têm envenenado a nossa população, justamente a mais pobre. O milionário não joga na bet. É um dinheiro que sai da saúde, da alimentação e do mínimo de cultura que o povo tem para apostar”, afirmou o parlamentar.
O deputado defendeu a retomada de um Carnaval que priorize as raízes e as tradições locais em vez do estímulo ao jogo, classificando como um “absurdo total” qualquer tentativa de conceder incentivos fiscais para essas empresas.
Jones Manoel reforçou o coro, tratando o vício em apostas como uma urgência de saúde pública. O historiador comparou o mercado das bets à indústria do tabaco, defendendo que o primeiro passo para conter o dano social é o banimento total da publicidade do setor.
Regulação e Proibição: Jones defende não apenas a regulação estrita, mas a proibição das bets no país, sob o argumento de que a atividade é predatória e não gera empregos ou renda real para a economia brasileira.
Identidade Popular: “O Carnaval tem que ter a cara do povo e da nossa cultura, não o rosto das bets”, pontuou o professor.
A crítica dos dois líderes ressalta um incômodo crescente com a “financeirização” da vida cotidiana, onde o lazer popular acaba sendo sufocado por mecanismos que aprofundam o endividamento e a desigualdade.
https://nilljunior.com.br/bets-sao-veneno-para-os-pobres-afirmam-joao-paulo-e-jones-manoel/
Nenhum comentário:
Postar um comentário