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sábado, 11 de abril de 2026

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

 Escola é condenada a indenizar mãe de criança autista por falhas no acompanhamento escolar, que causaram prejuízos emocionais, regressão comportamental e lesões físicas ao aluno.

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

A notícia saiu publicada no site Migalhas.com.br. A 10ª Câmara Cível do TJ/MG majorou o montante indenizatório que uma instituição de ensino deverá pagar à mãe de um menino diagnosticado com autismo com grau de suporte moderado.

O acompanhamento oferecido pela escola foi considerado insatisfatório, resultando em prejuízos de ordem emocional, retrocesso comportamental e lesões físicas ao estudante.

Os magistrados enfatizaram a relevância da LBI, que estabelece “o dever da comunidade escolar de assegurar o recebimento de educação de qualidade”.

Em primeira instância, a comarca de Belo Horizonte/MG havia fixado a indenização por danos morais em R$ 10 mil, valor que foi majorado para R$ 15 mil por decisão dos desembargadores.

A demanda judicial foi motivada pela percepção da mãe quanto à deterioração do comportamento do filho. Segundo seu relato, o menor, que inicialmente apresentava dificuldades na fala, havia desenvolvido a comunicação após tratamento multidisciplinar.

Contudo, ao ingressar na escola, passou a relatar xingamentos frequentes, o que resultou em dificuldades de socialização e regressão na capacidade comunicativa.

Conforme consta no processo, o acompanhamento escolar era inadequado e, quando disponibilizado, o aluno era mantido isolado dos demais colegas.

Em um dos episódios narrados, a mãe constatou a presença de arranhões no braço e ferimento na boca do filho ao buscá-lo na escola.

A instituição justificou o ocorrido alegando que o aluno teria sido atingido durante o transporte de um computador por um funcionário.

A psicóloga que acompanha a criança atestou que o comportamento e a socialização apresentaram melhora significativa após a mudança de escola.

A instituição de ensino, em sua defesa, alegou que oferecia acompanhamento adequado à realidade do aluno e que os ferimentos decorreram de intercorrências acidentais no ambiente escolar.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d17713f7-1a8e-4a9f-a785-67beb8fddc6e
 
Postado Pôr Antônio Brito 

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