
Porquê a estratégia de João ainda não pegou?
A divulgação de duas pesquisas importantes essa semana, fechando com a divulgação do Datafolha, mostraram a confirmação de uma curva de crescimento de Raquel Lyra em paralelo a uma queda com curva de João Campos.
João caiu relativamente pouco, mas Raquel subiu muito. Vários fatores estão sendo colocados como determinantes para essa movimentação: Raquel melhorou a avaliação positiva do governo, João Campos perdeu o alicerce que o governo do Recife lhe dava nas redes, os votos de Eduardo Moura migraram para Raquel, os Coelho melhoraram o desempenho da governadora no Sertão do São Francisco, dentre outros menos impactantes.
Mas entrando a fundo nos levantamentos, um dado chama muito a atenção: entre os eleitores que se dizem lulistas ou de esquerda, praticamente metade ou no mínimo 40% dizem votar em Raquel Lyra, com a outra metade, podendo chegar a 60% em João Campos e 12% não opinaram. Já entre os bolsonaristas, Raquel chega entre 70% e 80%. O ex-prefeito do Recife só ganha entre os que se dizem de centro, de pouco, vantagem na casa de dez pontos, em um grupo de baixa densidade eleitoral.
Resumo da ópera: João Campos e seu staff não estão colocando na cabeça do eleitorado de esquerda que ele é o nome do lulismo em Pernambuco. Isso se explica por vários fatores, e a maioria deles não depende de João. Campos já diz aos quatro cantos que é o candidato de Lula, mas Lula não diz que seu candidato é João. Some-se a isso o partido de Lula no estado, o PT, ter aderido ao modelo “total flex”, com parte majoritária aderindo ao candidato socialista, mas nomes como João Paulo, Doriel Barros, Flávio Marques (aliadíssimo de Carlos Veras) e outros agarrados a Raquel. Isso embaralha e dá permissividade ao eleitor. “Se eles podem, porque eu não?”
Isso explica a longa reunião entre João Campos e Lula, a ponto de interferir na logística do socialista que não foi a Triunfo. A conversa durou mais que o esperado e João deve ter externado a necessidade de que Lula ponha a cara na sua campanha. Em Serra, saiu dizendo ter ouvido um sim do presidente. “Lula percorrerá o Estado comigo”.
Tudo pode acontecer, mas o momento exige para Campos um ajuste de rota, antes que não se encontre mais o rumo…
Fase três
Ainda não se chegou à terceira e decisiva fase do processo eleitoral em Pernambuco, que teve uma pré-campanha muito antecipada, a atual pré-campanha e vai viver a campanha pra valer. Ou seja, ainda há muitos fatores em jogo até o dia da eleição, o que não justifica agora nem euforia nem desespero.
Quando Raquel não poderá

O preço que se paga

O blog avisou
Quando houve a definição do teto, o blog avisou: em 26 de março, em um dos comentários sobre o tema, este jornalista destacou com a manchete “Teto para cachês: tem prefeito que não vai querer se adequar”. E escreveu: haverá quem acate o teto e quem tente contornar a regra. Pelo andar da carruagem, a exceção é dos que cumprirão o teto. Como consolação, a população está acordando para essa inversão de prioridades com dinheiro público.
Múltipla recorreu

Relatório será publicado
A censura à pesquisa só potencializaram a repercussão do levantamento. Isso porquê só se quer proibir aquilo que não pode ser conhecido. Uma burrice principalmente pela imagem do instituto, que trouxe os mesmos dados do Datafolha. A ponto de gerar um compromisso: tão logo caia a liminar, o blog vai publicar o relatório da íntegra, com exclusividade, mostrando a lisura da parceria.
“Tudo combinado”

Sandrinho acordou nas redes

Pressão ou acordão ?

Inatacável

Frase da semana:“Tá muito cedo pra pesquisa preocupar”.
Do ex-prefeito de Caruaru e aliado de João Campos, Zé Queiroz, sobre as pesquisas da semana favorecendo Raquel Lyra.

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