domingo, 29 de setembro de 2013

OS PÉS DE MANDACARÚS / DA CASA DE VOVÔ CHICO



OS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

SAUDADES DO BARRO BRANCO
QUE NASCI E ME CRIEI
DE TUDO QUE LÁ DEIXEI
EM UM PENSAMENTO FRANCO...
ME LEMBRO DO VELHO BANCO
LUGAR BOM DE NAMORICO
ÀS VEZES PENSANDO FICO
E NESTES VERSOS COMPUS
OS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

TODAS AS TARDES EU LEMBRO
QUANDO NO BANCO DORMIA
SENTINDO A BRISA FRIA
DOS MEADOS DE SETEMBRO
DE VEZ ENQUANDO RELEMBRO
DO BICAR DO TICO-TICO
DO RELINCHAR DO JERICO
DO CANTO DOS SANHASSÚS
NOS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

NOS MANDACARÚS FLORIDOS
JUNTAVAM ALGUMAS AVES
VINDAS DUNS PÉS DE AGAVES
PELOS FRUTOS ATRAIDOS
TODOS ELES COLORIDOS
DO MAIOR AO MAIS NANICO
CADA UM COM SEU REPICO
FALAR DISSO, ME PROPÚS
NOS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

VELHO BANCO DE MADEIRA
SOLITÁRIO NA CALÇADA
NA SECA OU NA INVERNADA
TAVA ALI A VIDA INTEIRA
SERVINDO-NOS DE CADEIRA
SUA MADEIRA DE ANGICO
JÁ OUVIU MUITO FUXICO
QUEBRANDO VELHOS TABÚS
ENFRENTE AOS MANDACARUS
DA CASA DE TIO CHICO

MAS COMO DIZ O POETA
CADA UM TEM SUA SINA
QUE O DESTINO, DESTINA
PARA CUMPRIR SUA META
VIVERAM EM LINHA RETA
ASSIM OS DEVERSIFICO
E COM MERITOS QUALIFICO
FAZENDO AOS SEUS NOMES JUS
OS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

AVES FAZIAM SEUS NINHOS
NOS GALHOS ENTRELAÇADOS
E LÁ FICAVAM GUARDADOS
ESCONDIDO ENTRE OS ESPINHOS
LIVRES DE ALGUNS PASSARINHOS,
E AQUI EU RETIFICO...
COM MEDO DE ALGUM BICO
OU FUGUINDO DOS GABIRUS...
NOS PÉS DE MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO

O SIMBOLO DO MEU SERTÃO
DO MEU PAJEÚ DAS FLORES
EXALAVAM SEUS ODORES
ATRAINDO O AZULÃO,
EM TEMPOS DE HIBERNAÇÃO...
E ASSIM, ESCREVO E PUBLICO.
E ESSES VERSOS DEDICO...
QUE ESCREVER ME DISPUS
FALAR DOS MANDACARÚS
DA CASA DE VOVÔ CHICO


SITIO BARRO BRANCO II, 29/09/2013.

AUTOR: HELENO TRAJANO

sábado, 28 de setembro de 2013

ENTENDA COMO FUNCIONARÁ A LEI DE APOSENTADORIA ESPECIAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Complementar nº 142, que reduz a idade e tempo de contribuição à Previdência Social para a aposentadoria de pessoa com deficiência. As novas regras entrarão em vigor daqui a seis meses, de acordo com o Diário Oficial da União.
Uma  fotografia de um posto do INSS na área de pericia médica com diversas pessos aguardando atendimento
Entenda o que muda na legislação atual:

Redução do tempo de contribuição

A redução do tempo de contribuição será determinado pelo grau da  deficiência que a pessoa possuí, veja abaixo a redução do tempo.
Deficiência grave
Homens: 25 anos de tempo de contribuição
Mulheres:  20 anos de contribuição
Deficiência moderada
Homens: 29 anos de tempo de contribuição
Mulheres:  24 anos de contribuição
Deficiência leve
Não houve redução para os portadores de deficiência leve, pois, nestes casos, não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição.

Como será definida os graus de deficiência

O Poder Executivo definirá as deficiências grave, moderada e leve. Caberá aos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atestarem o grau de deficiência do segurado, se filiado ou com filiação futura ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Redução da idade para aposentadoria

A lei define ainda que, homens poderão se aposentar aos 60 anos e, mulheres aos 55 anos de idade, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição de 15 anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período.

Comprovação da deficiência

Para contar com o benefício previsto, os segurados terão de comprovar a deficiência durante todo o período de contribuição. Para aqueles que adquiriram a deficiência após a filiação ao RGPS, os tempos diminuídos serão proporcionais ao número de anos em que o trabalhador exerceu atividade com deficiência.

Para quem vale a nova lei

A nova lei vale apenas para os empregados que contribuem para previdência através do INSS. Ficaram de fora os servidores públicos e as previdências privadas.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DICINHA DO CALÇAMENTO FECHA APOIO AO DEPUTADO ANTÔNIO MORAES


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O suplente de vereador Dicinha do Calçamento, recebeu em sua residência no último domingo (22), o deputado estadual Antônio Moraes. O parlamentar foi acompanhado do prefeito Sebastião Dias, da primeira dama Iêda Melo, do empresário Paulo Manú e integrantes da base governista.
Dicinha reforçou o seu apoio e de sua família ao projeto de reeleição do deputado que será o candidato do prefeito nas eleições de 2014.
“Estamos juntos para apoiar o deputado Antônio Moraes nas eleições do ano que vem. Ele vem apostando em Tabira e já tem feito muito nesses nove meses da gestão de Sebastião Dias, prova disso, são os poços artesianos que vai ajudar a combater a seca, além da emenda para conclusão dos canteiros na saída para Água Branca.”, afirmou Dicinha.

domingo, 22 de setembro de 2013

1º SUPLENTE DE VEREADOR E EMPRESARIO DO CALÇAMENTO, DICINHA, FAZ UMA VISITA NA BARRAGEM DE BROTAS E EMOCIONADO TIROU AS FOTOS ABAIXO...

A seca que assola a terra

Deixa quadro de tristeza

Eu sei que é a natureza

Travando conosco guerra

Cabrito já não mais berra

Sem ter alimentação

Gente com balde na mão

Pedindo água e chorando

Eu vejo brotas secando

Uma parte do sertão


Fiquei muito triste ao ver

Brotas assim desse jeito

Quando a avistei confesso

Que uma dor no peito

No Pajeú é a cama

Hoje só resta a lama

Cobrindo o resto do leito.

Poesias de: Daiane Rocha e Elenilda Amaral,

sábado, 21 de setembro de 2013

BOM DIA... E QUE ESTE FINAL DE SEMANA SEJA DE MUITAS ALEGRIAS PARA TODOS!...

Atenção: você que gosta
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HOJE DIA 21 É COMEMORA-SE O DIA NACIONAL DE LUTA PELOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.

No Dia Nacional de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência,
O QUE SERÁ QUE A ENTIDADE REPRESENTATIVA DESTE SEGUIMENTO NO MUNICÍPIO DE TABIRA, ESTÁ FAZENDO PARA COMEMORAR A PASSAGEM DESTA IMPORTANTE DATA...



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

VEJA - PORTAL DA TRANSPARENCIA

AGENTES DE SAÚDE RECEBEM MOTOS PARA TRABALHAR EM LIMOEIRO DO NORTE-CE.


 
 
Maior mobilidade para o atendimento e, assim, possibilidade de aumento de cobertura é o que se espera com a aquisição de 116 motocicletas para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias no Município de Limoeiro do Norte.

As duas categorias de agentes já receberam os veículos, que serão usados para as visitas às comunidades.
 
Esses profissionais chegarão mais rápido aos destinos, sendo Limoeiro do Norte uma cidade com muitas comunidades e na escalada contra a epidemia de dengue. As motocicletas foram entregues no fim de semana passado e, já nesta semana, os agentes de saúde começaram a buscar os seus veículos para mobilidade.

Eles trabalham nas comunidades de Antonio Holanda de Oliveira, Boa Fé, Bom Nome, Centro, José Simões, Limoeirinho, Luis Alves de Freitas, Monsenhor Otávio, Santa Luzia, Brotolândia e João XXIII.

"Estamos reordenando a rede de atendimento do ponto de vista da infraestrutura, mas não basta um prédio novo e novos equipamentos. O novo padrão de atendimento pensado para a saúde da família passa, fundamentalmente, pelas pessoas envolvidas neste trabalho", afirmou secretário municipal de Saúde, Fábio Moita.

Patrimônio público

A entrega dos veículos foi feita pelo prefeito municipal João Dilmar da Silva, que fez dois pedidos aos agentes. "Zelem o patrimônio público como se fossem de vocês, e atendam bem cada casa, cada família que visitarem, pois ambos ganham com isso", afirmou o prefeito.

Os veículos possuem motores com potência inferior a 50 cilindradas, o que não incorre nas mesmas obrigações do Código Nacional de Trânsito (CNT) que veículos automotores comuns. Os veículos custaram, aproximadamente, R$ 350 mil, entre emenda parlamentar e contrapartida da Prefeitura. As mais de 30 comunidades existentes no Município estão baseadas em 14 unidades básicas de saúde.

Para o prefeito João Dilmar, a aquisição dos transportes motorizados para agentes de saúde é uma prática inovadora que merece ser repercutida nas demais cidades do Estado do Ceará, especialmente, por existirem muitas comunidades rurais e até mesmo residências distantes uma das outras, a serem percorridas pelos agentes.

A motorização da mobilidade aos agentes de saúde é adotada em alguns Municípios brasileiros. A aquisição desses veículos pelas prefeituras é discutida também em âmbito federal. Em novembro do ano passado, a Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou a isenção de tributos para as motos de até 125 cilindradas adquiridas para os agentes de saúde.

Os deputados votaram para que as motos adquiridas pelas prefeituras pelos agentes comunitários de saúde e os de combate às endemias possam ter a isenção tributária. O mesmo ocorrendo para bicicletas. Dentre as condições está a obrigatoriedade de vínculo de trabalho dos agentes com o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo proibida a venda (no caso da compra feita pelos agentes) num prazo de três anos após aquisição.

O agente de saúde é o profissional que está na ponta (a outra seria o Ministério da Saúde), sendo o mais próximo dos beneficiados pelo atendimento. É quem conhece as famílias, chama as pessoas pelo nome e possui conhecimento sobre o perfil da saúde onde trabalha.

Mais informações:

Prefeitura Municipal de Limoeiro do Norte (Secretaria de Saúde)
Rua Cel. Antônio Joaquim, 2121 Centro - Limoeiro do Norte/CE
Telefone: (88) 3423.1590
FONTE: DN ONLINE.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

BOLSA FAMÍLIA PAGARÁ R$ 730.740,00 A 4.823 FAMÍLIAS INSCRITAS EM TABIRA

Publicado em  por Marcelo Carvalho

O benefício do Programa Bolsa Família começou a ser pago ontem (17) e vai até o dia 30 de setembro. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vão repassar R$ 2,1 bilhões para mais de 13,8 milhões de famílias em todo o país. O valor médio do benefício, neste mês, é de R$ 152,35 por família.
Em Tabira são beneficiadas 4.823 famílias com valor médio a receber de R$151,51 o valor total a ser pago no município é de R$  730.740,00
O pagamento segue o calendário pré-estabelecido pelo MDS, com a liberação dos saques nos últimos 10 dias úteis do mês, de forma escalonada, conforme o Número de Identificação Social (NIS) de cada família. Ontem (17) por exemplo, deveriam ir às agências e aos postos de atendimento da Caixa Econômica Federal as famílias que têm o NIS terminado com o número 1.
O benefício do Bolsa Família fica disponível para saque durante 90 dias e o valor repassado depende do número de membros da família, da idade de cada um e da renda declarada. O pagamento inclui também a complementação de renda do Brasil Carinhoso, que garante às famílias em situação de extrema pobreza a renda per capita mínima de R$ 70 mensais.

21 D SETEMBRO - DIA NACIONAL DE DA PESSOA COM DEFICIENCIA

Foto

Postado por Antonio Brito.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

SECRETARIO NACIONAL DOS DIREITOS PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA , O EGIPCIENSE ANTONIO JOSE EM EVENTO NO IBIRAPUERA EM SP

ANTONIO JOSE FERREIRA NATURAL DE S.J.EGITO
SECRETARIO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
"Somos todos brasileiros" é o tema com o qual o Unicirco do ator Marcos Frota abre a Semana dos Direitos Humanos e Cidadania da Pessoa com Deficiência no Ginásio do Ibirapuera, na cidade de São Paulo.  A atividade tem o objetivo de abordar esta temática com toda a sociedade, valorizando as potencialidades das pessoas com deficiência.
"Tenho a satisfação de neste momento participar do ato representando a Ministra Maria do Rosário. A atividade é uma oportunidade em que se debate com a sociedade paulistana os temas alusivos à pessoa com deficiência focando suas potencialidades."Frisou Antonio Jose Ferreira na noite desse domingo no Ibirapuera, que  teve participação, além dos artistas circenses, o maestro João Carlos Martins, o ballet de Fernanda Bianchini, e os Paralamas do Sucesso.
ANTONIO JOSE COM MARCOS FROTA/EVENTO NESSE DOMINGO A NOITE/IBIRAPUERA-VIA FACEBOOK
Estréia nesta segunda (16,) no programa Gazeta FM notícia, ao meio dia, pela rádio Gazeta FM de São José do Egito, a coluna diária Brasília em Foco. Ao vivo  com duração de 5 minutos, o jornalista egipciense Antonio José Ferreira, abordará atualidades da política e do cotidiano da capital federal. "será uma grande alegria interagir com a população de minha terra, falando das notícias do centro do poder," afirmou o jornalista, que em Brasília mora a 3 anos, onde atua no governo da presidenta Dilma, respondendo pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Presidência da República.

O SECRETARIO QUANDO ESTEVE EM S.J.EGITO NA GAZETA-FM 95,3

domingo, 15 de setembro de 2013

POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE E COTIDIANO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: ALGUMAS REFLEXÕES


Rede SACI - Wiliam Machado

Há anos assistimos a degradação das políticas e serviços de saúde em nível nacional, notícias correm soltas acerca de omissões quanto a atendimentos, maus-tratos aos doentes, desvios de verbas, sanguessugas, vampiros, entre outros episódios/rótulos que nos causam arrepios, senão indignação. Confirmando a territorialidade brasileira e demonstrando a mesma ausência de sensibilidade para com os munícipes de poucos recursos, a administração municipal de Três Rios deixa claras falhas na política de gerenciamento de recursos do setor saúde. O CMPDE atento e consoante com seu papel social na promoção das políticas públicas de saúde para pessoas com deficiência no escopo do Município, procura fazer a sua parte com exímio compromisso assumido com este segmento da sociedade.
Freqüentes são as queixas de pessoas com doenças crônicas, como, hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva, entre outras, que ficam desesperadas, sem saber o que fazer, sem os medicamentos de uso regular para controle do quadro clínico, 'remédios' que deveriam receber mas não recebem nas Unidades Básicas de Saúde - UBS. Dependentes do seu uso regular, esses doentes ficam sem os medicamentos, vivendo experiências de intenso desconforto, dor e sofrimento. No epicentro da catástrofe está um sistema público municipal que não funciona por falta de gestão administrativa e controle dos responsáveis pelo cadastro, planejamento e encaminhamento de planilhas, em tempo hábil, com identificação individual e respectiva previsão de consumo dos usuários, endereçada aos programas nacionais e estaduais. Desatentos para o fato de que se trata de gestão tripartide (responsabilidade nas três esferas de governo - municipal, estadual e federal), e que existem previsões a serem feitas e regras a serem cumpridas para que seja viabilizada disposição do solicitado, gestores municipais acabam se perdendo nos labirintos burocráticos das ineficientes políticas públicas.
Nesse bojo turbulento, o segmento social de pessoas com deficiência é também o mais prejudicado em decorrência da pouca visibilidade a ele atribuída no conjunto de atividades desempenhadas nas UBS. Apesar de constituir parte crítica da sociedade em termos de necessidades de atenção, cuidado e assistência de saúde, pessoas com deficiência não são focadas prioritariamente nas políticas desse setor, a despeito da Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência e o artigo 23, Capítulo II, a Constituição determina que "é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cuidar da saúde e assistência públicas, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiências". Sem atentar para nossas garantias legais e constitucionais, os responsáveis pelas políticas públicas de saúde na esfera dos municípios, em especial no concernente às equipes do PSF e as próprias rotinas de atendimentos nas UBS, mostram-se indiferentes quanto ao atendimento da pessoa com deficiência em seu domicílio. Na prática cotidiana, em verdade, agentes comunitários de saúde deixam de prestar atendimentos e/ou encaminhamentos de pessoas com deficiência de acordo com sua competência e atribuição. Assim, muitos deficientes cuidam de suas úlceras de pressão sem receber treinamento/orientação de profissional especializado, como, enfermeiros, outros que dependem de cateterismos vesicais para esvaziamento periódico da bexiga, fazem o procedimento sem técnica, contaminam e vivem a árdua realidade de contrair, tratar, melhorar, contrair de novo, re-tratar, melhorar... as recorrentes infecções urinárias. Ademais, inexistem perspectivas da educação para a saúde, a partir de diagnóstico social que sugira prioridade para a formação e/ou capacitação de cuidadores domiciliares através de programas treinamento, outro recorte do teoricamente estabelecido.
É importante esclarecer que no conjunto dos princípios que regem o Sistema Único de Saúde - SUS, constantes da Lei Orgânica da Saúde, destacam-se o relativo "à preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral", bem como aqueles que garantem a universalidade de acesso e a integralidade da assistência (art. 7.º Incisos I, II, III e IV). Na Política Nacional de Saúde para Pessoas com Deficiência está claro que a atenção à saúde deste segmento social comportará a organização das ações e serviços em, pelo menos, três níveis de complexidade, interdependentes e complementares: atenção básica; atenção ambulatorial especializada; e atenção ambulatorial e hospitalar especializada. E ainda que no nível de atenção básica, os serviços deverão estar qualificados a desenvolver:
- ações de prevenção primária e secundária - como, por exemplo, controle da gestante de alto-risco, atenção à desnutrição -, detecção precoce de fatores de riscos - como controle da hipertensão arterial e combate ao tabagismo -, bem como o atendimento as intercorrências gerais de saúde da população portadora de deficiência;
- ações básicas de reabilitação com vistas a favorecer a inclusão social, de que são exemplos orientações para a mobilidade de portador de deficiência visual, prevenção de deformidades mediante posturas adequadas, estimulação da fala para portadores de distúrbios de comunicação.
Contudo, não é o que se constata na prática, pois as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) que deveriam estar articuladas com as equipes transdisciplinares dos hospitais em funcionamento em Três Rios, assim como Brasil afora, de forma a promover a continuidade do tratamento/cuidado em casa, preceito fundamental, reafirmam o inobservado pelo sistema municipal de saúde como um todo. As pessoas são atendidas para tratamento clínico ou cirúrgico nos hospitais, saem de alta e vão para casa sem que equipes do PSF participem e/ou sejam contatadas/informadas quanto as necessidades de as famílias atuarem adequadamente extra-muros institucionais. Quando o preconizado seria atuar em conjunto - equipes hospitalares e do PSF - para assegurar cuidados domiciliares compatíveis com as necessidades específicas de cada caso. Suficiente para reduzir/eliminar ocorrências de reinternação por complicações diversas, como, infecção pós operatória tardia (pelo manuseio inadequado dos materiais para curativos da ferida cirúrgica), intoxicação medicamentosa (por doses excessivas de medicamentos para controle da pressão arterial, insulina etc.). São problemas comuns a todas as classes sociais, menor visibilidade de agravos, porém, nos grupos com poder aquisitivo mais alto, devido ao acompanhamento profissional em caráter particular quando retornam ao domicílio. A maioria conta mesmo é com a sorte e a bênção divina!
Vivencia-se também grandes problemas gerenciais no âmbito do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), embora exista portaria específica do Ministério da Saúde que oriente tais procedimentos, garantindo o ressarcimento das despesas com transporte e demais gastos comprovados que estejam de acordo com o normatizado. O que se observa são amontoados de doentes sendo transportados em condições subumanas e um sistema de controle ineficiente. Sim, porque muitos acordam de madrugada, ficam aguardando viatura que não chega na hora marcada, ou nem passa, tampouco são informados com satisfações do ocorrido, outros vão e são deixados inadvertidamente para trás, há também os que sofrem acidentes, de graves a letais, pela falta de manutenção das viaturas... Toda sorte de sórdidas histórias que seriam bem adequadas aos noticiários do Linha Direta, mas lamentamos reconhecer como parte do nosso contexto e cotidiano.
Há registro de ocorrências relatadas por mães com seus filhos deficientes que algumas vezes tiveram de acordar as 3:00 horas da madrugada "porque tem muita gente pra pegar e levar na viatura da secretaria de saúde", preparar um rápido desjejum, vestir, calçar, aguardar a viatura do lado de fora de casa "senão o motorista passa direto", viajar 2 horas e meia para chegar por volta das 8:00 horas no hospital de outra cidade, tendo de esperar atendimento agendado para as 13:00 horas. Não dá outra. A criança fica prostrada de sono, dorme, e o profissional ainda recomenda a mãe que estimule o filho... Uma incoerência após a outra, desencadeadas pela falta de sensibilidade dos gestores daquilo que é público e que deveriam primar pelo bem-estar e satisfação do usuário.
Quanto ao controle do fluxo de pessoas que usam viaturas municipais para o TFD, em Três Rios, diríamos jurássico, pela defasada forma adotada, variando do registro em cadernos, fichas, papel solto, livros, enfim, fulcrado na informalidade sem que se recorra aos precisos métodos e programas da informática. Aliás, talvez resida aí o maior problema para o ressarcimento das despesas, até porque recomenda-se padronização e sistematicidade nos desdobramentos dos processos, para respectiva cobrança dos procedimentos realizados. Agindo com imprudência, descaso, negligência, impossível se torna agilizar o retorno de preciosos recursos que alimentam todo um sistema público de saúde. Mais ainda, inviabiliza o atendimento com melhor qualidade para os menos favorecidos, afetando incisivamente o segmento social das pessoas com deficiência. Definitivamente, não pretendemos compactuar com tamanho descompromisso com a necessidade de tratamento e reabilitação de nossos pares, e se preciso for recorreremos ao Ministério Público e/ou outras instâncias que nos possam assessorar na defesa dos direitos resquardados pela legislação vigente.

Prof. Dr. Wiliam Machado, Repórter SACI Voluntário

Presidente do CMPDE - Três Rios - Rio de Janeiro

sábado, 14 de setembro de 2013

SECA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO DEVE SE AGRAVAR NOS PRÓXIMOS ANOS

Publicado em  por Marcelo Carvalho

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Os problemas de seca prolongada registrados no semiárido brasileiro devem se agravar ainda mais nos próximos anos por causa das mudanças climáticas globais. Por isso, é preciso executar ações urgentes de adaptação e mitigação desses impactos e repensar os tipos de atividades econômicas que podem ser desenvolvidas na região, avaliam pesquisadores durante a 1ª Conclima (Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais), que ocorre até esta sexta-feira (13), em São Paulo.
De acordo com dados do Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), só nos últimos dois anos foram registrados 1.466 alertas de municípios no semiárido que entraram em estado de emergência ou de calamidade pública em razão de seca e estiagem. Esses são os desastres naturais mais recorrentes no Brasil, segundo o órgão.
O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas), que foi divulgado no dia de abertura da Conclima, estima que esses eventos extremos aumentem principalmente nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga, e que as mudanças devem se acentuar a partir da metade e até o fim do século 21. Dessa forma, o semiárido sofrerá ainda mais no futuro com o problema da escassez de água que enfrenta hoje, alertaram os pesquisadores.
“Se hoje já vemos que a situação é grave, os modelos de cenários futuros das mudanças climáticas no Brasil indicam que o problema será ainda pior. Por isso, todas as ações de adaptação e mitigação pensadas para ser desenvolvidas ao longo dos próximos anos, na verdade, têm de ser realizadas agora”, disse Marcos Airton de Sousa Freitas, especialista em recursos hídricos e técnico da ANA (Agência Nacional de Águas).
Segundo o pesquisador, o semiárido – que abrange Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e o norte de Minas Gerais – vive hoje o segundo ano do período de seca, iniciado em 2011, que pode se prolongar por um tempo indefinido.
Um estudo do órgão, com base em dados de vazão de bacias hidrológicas da região, apontou que a duração média dos períodos de seca no semiárido é de 4,5 anos. Estados como o Ceará, no entanto, já enfrentaram secas com duração de quase nove anos, seguidos por longos períodos nos quais choveu abaixo da média estimada.
De acordo com Freitas, a capacidade média dos principais reservatórios da região – com volume acima de 10 milhões de metros cúbicos de água e capacidade de abastecer os principais municípios por até três anos – está atualmente na faixa de 40%. E a tendência até o fim deste ano é de esvaziarem cada vez mais.
“Caso não haja um aporte considerável de água nesses grandes reservatórios em 2013, poderemos ter uma transição do problema de seca que se observa hoje no semiárido, mais rural, para uma ‘seca urbana’ – que atingiria a população de cidades abastecidas por meio de adutoras desses sistemas de reservatórios” alertou Freitas.
PE noticias

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DR. ALAN XAVIER “DECEPCIONEI-ME COM O GOVERNO SEBASTIÃO DIAS, NÃO FAÇO MAIS PARTE DO GRUPO”.



Na foto: Vagner Leandro, Dr° Alan Xavier, Léo Brasil e Zé Luiz

Na última quinta-feira, 12 de setembro de 2013, o Médico e Dr° Alan Xavier, concedeu uma entrevista ao Programa Tarde Total, da Rádio Comunitária Tabira FM 87,9, apresentado pelo Comunicador Léo Brasil. Segundo o Médico “houve perseguição, “eu Dr° Alan Xavier fui perseguido no hospital o tempo todo”.  “não sei se a gente para ser  bom tem que ser ruim”... Decepcionei-me com o governo Sebastião Dias não faço mais parte do grupo. Houve perseguição notória e inveja de mim. Leia abaixo um resumo da entrevista.
 
Inicialmente o  Médico Alan Xavier, fez um balanço positivo do Projeto Saúde nas Comunidades, e disse que o Projeto não tem nenhum vínculo político e muito menos apoio da Prefeitura. O “Saúde nas Comunidades” vai chegar a todos os Bairros, Povoados, Zona Rural e inclusive no Centro de Tabira. O Médico e Ex-Prefeito de Serra Talhada Dr° Carlos Evandro apoia a iniciativa do Projeto e prometeu ao Médico Allan Xavier vir atender voluntário no Projeto. “Saúde nas Comunidades" e a grande expectativa tem dado certo com ajuda dos amigos, este trabalho voluntário não vai parar tem é crescido com mais apoio tanto dos voluntários como das comunidades.
  

Dr° Alan Xavier falou no Rádio para os tabirenses  que no início era tudo um mar de rosas e depois tudo mudou. Ele disse que juntamente com sua família e sua esposa Drª Genneicka Brito Trabalharam na campanha de corpo e alma. Doutora Genneicka Brito foi escolhida pelo grupo, quando a gente pensou que tinha aliados, na verdade a gente não tinha e nunca teve.

O Médico apontou os três erros do Governo Sebastião Dias:

 1° A Secretaria de saúde não é plena;

 2° muitos mandam e poucos resolvem;

 3° A Secretaria não tem autonomia nenhuma.

Muitas vezes tirei dinheiro do meu próprio bolso para comprar botijão de água mineral para Secretaria de Saúde, pois a Secretária não tinha autonomia para comprar nada. Houve Perseguição, Genneicka Brito não era avisada das reuniões, era uma Secretária só no papel e sem confiança, era rodeada de espiões, lá tinha mais secretários do que pacientes.  Ele ainda afirmou que o prefeito queria que o secretário de saúde fosse seu filho Alan Dias. 

Sebastião Dias devia valorizar os médicos da cidade, a presidente Dilma Rousseff criou o Programa MAIS MÉDICOS e o Prefeito não pode criar o MENOS MÉDICOS, tirando os Médicos do seu governo. “Não pense que eu sou cão sem dono, se bater em mim recebe. Não venha com mentira para o meu lado”, disse o Médico Alan Xavier. O Médico ainda desmentiu algumas inverdades do governo e finalizou afirmando que rompeu com o grupo de Sebastião Dias. Perguntado sobre as pretensões políticas do médico, ele respondeu:   

2014 – minha posição é a do povo. Sobre Dinca nunca falei mal dele e nem de bem e nem conheço... Estou neutro quero só trabalhar.
2016 – não penso em candidatura, bem isso se for por conta do destino, se um dia isso acontecer eu vou escolher se vou ser médico ou político.
Tem pessoas que brincam de ser prefeito, para ser prefeito tem que ter proposta para os quatro anos. Interrogado por Léo, que nota você dá ao governo Sebastião Dias? Dr° Alan Xavier: Pouco se fez até agora, de 0 á 10 Dr° Alan deu nota 5 para o governo Sebastião Dias esse é o meu voto de protesto.

Léo Brasil - Se Sebastião Dias voltasse atrás para Dr° Alan  voltar você voltaria?

Aonde tem inveja não me cabe, disse Dr° Allan Xavier.

O médico respondeu as perguntas dos ouvintes e disse: “não estou do lado de ninguém, estou do lado do povo”. Sou um médico formado, o que eu aprendi não foi só pra mim, sou médico para ajudar a quem precisa de mim.

O Médico Alan Xavier encerrou sua entrevista com a seguinte frase: “OS HUMILDES SERÃO EXALTADOS”. Por Vagner Leandro*

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

MINISTRA PEDE QUE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA ATUALIZEM CADASTRO

Publicado em  por Marcelo Carvalho

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A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, pediu hoje (12) que todos os beneficiários do Bolsa Família atualizem seus cadastros no programa até o dia 13 de dezembro desde ano. Ela fez o apelo ao participar, nesta manhã, do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.
Segundo Tereza Campello, os beneficiários podem comparecer à prefeitura ou a um centro de referência de assistência social (Cras) de sua cidade portando documento de identificação com foto, autodeclaração de renda, número de telefone e endereço para fazer a atualização do Cadastro Único (CadÚnico).
No mês passado, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que coordena o programa, estimou que 1,6 milhão de famílias estavam nessa condição. A atualização cadastral é feita a cada dois anos. Como é um pré-requisito para permanência no programa, sem ela o beneficiário deixará de receber a bolsa – o que pode ocorrer voluntariamente, no caso de famílias que entendem não precisar mais do auxílio.
“Ninguém deixa de fazer a atualização de dados, porque sabe que não recebe o benefício. O que tivemos, ao longo de dez anos, foram milhares de pessoas que deixaram de atualizar porque não precisavam mais do programa e deram espaço para outros entrarem”, informou a ministra.
Segundo a ministra, o cadastro único também evita fraudes ao programa. “Se souberem de casos de fraude, denunciem. Vamos manter a veracidade do cadastro do Bolsa Família”, disse Tereza, sobre as denúncias, que podem ser feitas por meio da ouvidoria do ministério (0800-707-2003).
Em 2013, o Programa Bolsa Família completa dez anos de existência, com a estimativa de ter tirado 22 milhões de pessoas da extrema pobreza.
O governo estima que haja 13,8 milhões de famílias no programa, cujo orçamento alcança R$ 23 bilhões – o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB). O valor médio do benefício é R$ 150, concedido a famílias com rendimento mensal inferior a R$ 140 per capita. O benefício é pago por meio de um cartão magnético, geralmente sob a titularidade da mulher.
Da Agência Brasil